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CUBA

Furacão Irma deixa Havana inundada e sem eletricidade

A capital Cubana foi varrida durante a noite pelo Irma com ventos de mais de 150 km/h e uma alta de maré sem precedentes

Publicado em 10/09/2017, às 17h31

Irma inundou a capital cubana e deixou boa parte de seus dois milhões de habitantes sem energia elétrica / YAMIL LAGE / AFP
Irma inundou a capital cubana e deixou boa parte de seus dois milhões de habitantes sem energia elétrica
YAMIL LAGE / AFP
AFP

Atualizada às 18h53

O furacão Irma castigou Havana na noite deste sábado (9) com fortes ventos, inundando a capital cubana e deixando boa parte de seus dois milhões de habitantes sem energia elétrica. Havana, sobre o estreito da Flórida, foi varrida durante a noite por ventos de mais de 150 km/h e uma alta de maré sem precedentes, informaram as autoridades, destacando que os efeitos do furacão permanecerão afetando a cidade até segunda-feira. Até o momento não houve registro de mortes em Cuba. No Caribe, por onde o furacão passou anteriormente, pelo menos 25 pessoas morreram.

No Malecón, a célebre avenida que corre paralela ao litoral, "o mar avançou como jamais havia ocorrido", disse à TV Nacional Mercedes López Acea, presidente do Conselho de Defesa Nacional em Havana.

Em algumas zonas, especialmente no bairro de Vedado, próximo ao centro de Havana, o mar avançou mais de 500 metros. "Ficamos assustados porque os ventos foram muito fortes. Somente hoje, na luz do dia, foi possível ver como tudo estava (...). Há muitos danos", disse à AFP Yasel Vargas, um cozinheiro de 35 anos, diante da rua inundada de San Lázaro, na parte antiga de Havana. 

O furacão Irma perdeu força neste domingo (10) e agora está na categoria 3, mas continua sendo um fenômeno extremamente perigoso, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC). Três pessoas morreram em decorrência do furacão.



Efeitos

Ernesto Loza, um microempresário de 49 anos, mostra como a água parou exatamente na altura de sua porta. "Em 49 anos que vivo aqui é a primeira vez" que a água atinge este ponto. "Sempre há um pouco de avanço do mar, mas nunca chegou até aqui". López Acea disse que várias árvores foram arrancadas, do mesmo modo que postes da rede elétrica. A energia foi cortada na manhã de domingo na maioria dos bairros de Havana. 

Os sistemas de distribuição de água e de telefonia por cabo também foram interrompidos. Uma funcionária revelou que ocorreram "colapsos parciais ou totais de residências" em Havana e na província, mas até o momento não há um levantamento sobre danos materiais e eventuais vítimas. 

Categoria 3 

 

 

Desde quarta-feira, mais de um milhão de pessoas se deslocaram para casas de amigos e familiares e abrigos estatais, principalmente nas províncias de Holguín, Tunas, Camagüey, Sancti Spíritus, e Granma, estimou a AFP a partir de dados da Defesa Civil.

Nas zonas turísticas da costa norte, mais de 10.000 turistas estrangeiros e outros milhares de cubanos foram evacuados para locais seguros, anunciou o Ministério do Turismo.


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