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FURACÃO

Irma continua provocando mortes na Flórida

Foi relatado o falecimento de oito idosos por problemas ligados ao corte no fornecimento de energia

Publicado em 13/09/2017, às 19h50

Mais de quatro milhões de lares e lojas ainda não tinham eletricidade no estado, onde vive um grande número de aposentados / Foto: SEAN RAYFORD /GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Mais de quatro milhões de lares e lojas ainda não tinham eletricidade no estado, onde vive um grande número de aposentados
Foto: SEAN RAYFORD /GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
AFP

Três dias depois de atingir o sudeste dos Estados Unidos como um potente furacão, Irma continua provocando mortes no estado da Flórida, onde nesta quarta-feira (13) foi relatado o falecimento de oito idosos por problemas ligados ao corte no fornecimento de energia.

O jornal Sun-Sentinel reportou nesta quarta, citando o Broward County Medical Examiner's Office, que os oito residentes falecidos de uma casa de repouso tinham entre 71 e 99 anos.

Fontes oficiais tinham reportado anteriormente seis mortes.

Mais de quatro milhões de lares e lojas ainda não tinham eletricidade no estado, onde vive um grande número de aposentados, e são comuns as temperaturas superiores aos 30º C e forte umidade.

Estas oito mortes "podem estar relacionadas com a falta de energia elétrica (causada) pela tempestade", disse Tomás Sánchez, chefe de polícia de Hollywood, cidade ao norte de Miami onde se localiza a residência para idosos.

Se estas vítimas fatais forem acrescentadas oficialmente à cifra de mortos pelo Irma, o balanço provisório será de 20 na Flórida e quase 40 no Caribe.

"Esta situação é inimaginável", disse o governador da Flórida, Rick Scott, que exigiu "respostas sobre como esta tragédia aconteceu".

"Peço a todos os serviços de emergência que verifiquem imediatamente (...) se os lares de idosos e de assistência são capazes de garantir a segurança de seus moradores", disse em comunicado.



"O mais difícil é não ter água ou eletricidade, e não saber quando voltará", disse Stasia Walsh, de 70 anos, cujo terreno na cidade de Naples foi gravemente impactado pelo Irma.

Mais ao sul, a reabertura da estrada para Key West permitiu que os evacuados começassem a retornar aos Keys da Flórida, onde 85% dos lares estão destruídos ou danificados, segundo a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema). 

Nesta quarta-feira, o aeroporto de Miami ainda operava com 50% de sua capacidade. 

Mudanças climáticas

Como costuma ocorrer nos Estados Unidos depois de catástrofes semelhantes, dezenas de celebridades participaram na terça-feira à noite de um "telethon", que arrecadou 44 milhões de dólares para os atingidos pelo furacão Irma, e também pelo Harvey, que passou pelo Texas no fim de agosto e provocou gigantescas inundações.

O programa, que contou com o cantor Justin Bieber, os atores George Clooney, Robert de Niro e Julia Roberts, motivou alguns ataques ao presidente americano, Donald Trump, e sua negativa em reconhecer a existência das mudanças climáticas.

"Qualquer um que acredite que o aquecimento global não existe deve ser cego ou estúpido", declarou o cantor Stevie Wonder, que é cego, com um tom irônico.

"Os efeitos das mudanças climáticas se manifestam em todo o mundo, todos os dias", assinalou a cantora Beyoncé em uma mensagem de vídeo.

Trump, que tem previsto viajar para a Flórida para avaliar os danos pessoalmente, aproveitou o impacto dos furacões para defender seu projeto político: "com a devastação de Irma e Harvey, os cortes de impostos e a reforma tributária são mais necessários do que nunca", tuitou.


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