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Saúde

Mundo enfrenta dificuldades para eliminar tuberculose e HIV

Nenhum país no mundo está em vias de alcançar as metas das Nações Unidas para erradicar a tuberculose até 2030, segundo um estudo sobre a saúde mundial.

Publicado em 13/09/2017, às 15h26

Apenas 20% das 37 metas de saúde estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU adotados em 2015 são suscetíveis de serem cumpridas / Foto: Getty/AFP/Arquivos
Apenas 20% das 37 metas de saúde estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU adotados em 2015 são suscetíveis de serem cumpridas
Foto: Getty/AFP/Arquivos
AFP

Nenhum país no mundo está em vias de alcançar as metas das Nações Unidas para erradicar a tuberculose até 2030, e muito poucos estão caminhando para impedir novos contágios com o vírus da aids (HIV), segundo um estudo sobre a saúde mundial publicado nesta quarta-feira (13).

Menos de 5% dos países atingiriam, até 2030, os objetivos de redução de suicídios, mortes em acidentes de trânsito e obesidade infantil, e só 7% poderiam eliminar novas infecções com o HIV, segundo o estudo publicado na revista médica The Lancet.

Quanto à tuberculose, nenhum país está em vias de uma erradicação de novas infecções.

Por outro lado, mais de 60% dos países avaliados podem alcançar as metas de redução da mortalidade infantil, neonatal e materna, e de eliminação da malária.

Apenas 20% das 37 metas de saúde estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU adotados em 2015 são suscetíveis de serem cumpridas, segundo os autores.

Estes destacam uma "desigualdade considerável" nas projeções para 2030: os países com rendas altas alcançariam 38% das metas, e os com rendas baixas, 3%.

Com base nas tendências registradas, Cazaquistão, Timor-Leste, Angola, Nigéria e Suazilândia teriam os avanços mais notáveis em nível mundial, segundo os autores, que citam, entre seus avanços, uma redução da mortalidade infantil, um melhor acesso aos cuidados, ao planejamento familiar e à presença de profissionais qualificados para os partos.

Outros países registraram retrocessos em termos de obesidade infantil e abuso de álcool, entre eles o Sri Lanka, Venezuela, Sérvia e Ucrânia.



A equipe classificou, ainda, os países com base em um índice global dos objetivos ligados à saúde.

Cingapura, Islândia e Suécia estão no topo desta lista de 188 países, e o Afeganistão aparece em último lugar.

A Espanha está na 23ª posição - com índices ruins em abuso de álcool, tabaco e obesidade infantil - seguida pelos Estados Unidos, cujos maiores problemas são o suicídio, as agressões sexuais a menores, o abuso de álcool e os homicídios.

A Costa Rica (36ª posição) e Cuba (38ª) são os primeiros países latino-americanos da lista, embora o primeiro registre índices altos de abusos sexuais de menores e o segundo tenha como ponto mais fraco a gravidez na adolescência. 

Esta última também é o principal problema do Uruguai, (posição 45), Argentina (59), Peru (62), Nicarágua (63), Equador (79) e Bolívia (112). 

Os homicídios são o principal flagelo no México (48), Colômbia (51), Brasil (67), El Salvador (75) e Venezuela (99).

O Chile (61) registra especialmente taxas altas de obesidade infantil.

Honduras, no 113º lugar, é o país latino-americano pior classificado, com resultados ruins principalmente em homicídios, gravidez na adolescência e registro de certidões de óbito.

A publicação do estudo, financiado pela fundação Bill & Melinda Gates, coincide com a realização da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. 


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