Jornal do Commercio
Inusitado

Corte dos EUA atribui a fotógrafo direitos por 'selfie do macaco'

Mesmo assim, fotógrafo britânico vai doar 25% das receitas futuras da imagem para instituições voltadas para a proteção animal

Publicado em 14/09/2017, às 00h00

Naruto ficou famoso depois da publicação de sua selfie, publicada por Slater em um livro e altamente reproduzida nas redes sociais / Foto: reprodução
Naruto ficou famoso depois da publicação de sua selfie, publicada por Slater em um livro e altamente reproduzida nas redes sociais
Foto: reprodução
AFP

Após dois anos de uma disputa judicial inédita entre um fotógrafo britânico e um macaco da Indonésia, uma corte americana decidiu nesta terça-feira pelo retorno dos direitos de "selfie do macaco" ao fotógrafo humano, que prometeu compartilhar seus frutos.

Tudo começou em 2011 na ilha indonésia de Sulawesi quando um macaco-preto com crista (espécie Macaca nigra) se apropriou da câmera fotográfica de David Slater para se tornar uma das mais famosas selfies da história do autorretrato.

O fotógrafo e o grupo People for the Ethical Treatment of Animals (Peta) chegaram na segunda-feira a um acordo em uma corte de San Francisco, que favoreceu o britânico.



"Slater doará 25% das receitas futuras com a 'selfie do macaco' a instituições de caridade dedicadas a proteger e a melhorar o bem-estar e o hábitat de Naruto e dos macacos-pretos' de crista da Indonésia", informou o comunicado publicado nesta segunda-feira.

Caso inusitado

Naruto ficou famoso depois da publicação de sua selfie, publicada por Slater em um livro e altamente reproduzida nas redes sociais.

A Peta pediu na época que ao tribunal que o macaco fosse "declarado autor e proprietário de suas próprias fotografias".

Slater insistia que os direitos lhe pertenciam, porque ele instalou a câmera sobre o tripe e se afastou por alguns minutos. Ao voltar, percebeu que o macaco havia manipulado a câmera e tirado essas fotos.

Quando a controvérsia sobre os direitos autorais começou, Slater argumentou que, com a difusão das fotos na internet, ele perdeu dinheiro com as potenciais vendas de seus livros.

Em janeiro, um juiz americano já havia decidido que o macaco não tinha os direitos de autor sobre essas fotografias.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO
Pitú, Vitarela (macarrão) e Honda (motos) foram as três marcas mais lembradas pelo público pernambucano, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Harrop em parceria com o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC)
JC no Mundial JC no Mundial
Em meio a um cenário conturbado na política internacional, a Rússia espera ser o grande centro das atenções neste mês de junho, quando irá sediar pela primeira vez em sua história uma Copa do Mundo de futebol. Aqui você confire tudo sobre o Mundial.
Reinventar Reinventar
A velocidade na criação de novidades tecnológicas nos faz pensar que o futuro é todo dia. E nós também precisamos sair do lugar. No mercado de trabalho, o impacto dessas transformações exige a capacidade de se reinventar. Veja o que o futuro lhe reserva

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM