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Bombeiros buscam vítimas dos incêndios sem trégua na Califórnia

Até agora, 31 mortes foram confirmadas em decorrência dos incêndios

Publicado em 13/10/2017, às 05h50

Mais de 3.500 casas e comércios foram destruídos / Foto: DAVID MCNEW / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Mais de 3.500 casas e comércios foram destruídos
Foto: DAVID MCNEW / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
AFP

Com a ajuda de cães de resgate, os bombeiros buscavam nesta quinta-feira outras vítimas dos grandes incêndios na Califórnia, que já mataram 31 pessoas e que por enquanto não parecem ceder.

Ventos secos e velozes atinge a região do vinho, dificultando os esforços de milhares de bombeiros de todo o país que tentam conter os 21 focos de incêndio que atingiram 68.800 hectares.

O balanço de vítimas fatais subiu para 31, mas as autoridades estimam que continuará aumentando.

O incêndio Tubbs, que afeta os condados de Nappa e Sonoma, foi reduzido a 10% de sua extensão inicial depois de devastar quase 14.000 hectares. O Atlas, outro incênido intenso, foi reduzido a 3% depois de devorar 17.700 hectares.

O Tubbs é o terceiro incêndio mais letal da história da Califórnia: provocou 15 mortes.

O xerife do condado de Sonoma -um dos mais afetados- disse que até agora receberam 900 queixas de pessoas desaparecidas e que a metade já foi encontradas salvas. Espera-se que o restante que tenha conseguido comunicar-se pelo colapso nas redes e que estejam bem.

De qualquer forma, informou que os corpos de resgate entraram em "fase de recuperação". "Temos cães de busca que basicamente sente o cheiro dos corpos e nos ajudam a encontrá-los".

Giordano advertiu que "será um processo lento" pois os incêndios estão ativos, complicando a identificação das vítimas.

"Encontramos cadáveres completamente intactos e encontramos corpos que não são mais do que cinzas e ossos", disse em uma entrevista coletiva.



Em meio às buscas, foi ordenada a evacuação de cidades dos condados de Sonoma e Napa, muito atingidas pelas chamas com milhares de casas destruídas.

Os moradores de Calistoga, uma povoado-resort de 5.000 pessoas em Napa, e Geyserville, de 800 pessoas em Sonoma, precisaram sair de suas casas, buscando abrigo em outro lugar.

As evacuações em Santa Rosa, também em Sonoma, afetaram cerca de 175.000 pessoas. Bairros inteiros foram reduzidos a cinzas.

Risco de novos incêndios

O serviço nacional do clima previu em algumas áreas ventos de até 80 km/h e que as "condições climáticas críticas para um incêndio" continuarão durante o final de semana.

O departamento de bombeiros da Califórnia, Cal Fire, informou que essas condições "aumentam o risco de novos incêndios".

Centenas de equipes de bombeiros de estados vizinhos e do resto do país foram à Califórnia para ajudar no combate ao fogo. 

O chefe do Cal Fire, Ken Pimlott, disse que a situação é "séria, crítica, um evento catastrófico", enquanto o governador Jerry Brown admitiu que este é um dos piores incêndios na história do estado.

Pimlott explicou ainda que os efeitos de uma seca de cinco anos serve como combustível para os incêndios.

"Temos literalmente uma vegetação explosiva", afirmou.

Mais de 3.500 casas e comércios foram destruídos, incluindo vinícolas em Sonoma e Napa, centro da produção de vinho na Califórnia.

O presidente Donald Trump declarou estado de desastre maior na Califórnia, liberando fundos e recursos federais para enfrentar a situação, enquanto o governador Brown declarou estado de emergência em oito condados.

Entre as vinícolas mais prejudicadas estão William Hill Estate Winery em Napa, Signorello Vineyards, Stags' Leap e Chimney Rock.

Os incêndios florestais são comuns no oeste dos Estados Unidos durante a estação de seca nos meses mais quentes, mas neste ano estão entre os mais letais da história.


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