Jornal do Commercio
TERREMOTO

Passa de 400 número de mortos em terremoto no Iraque

O terremoto de magnitude 7,3 atingiu a região da fronteira entre Irã e Iraque na noite de domingo (12)

Publicado em 13/11/2017, às 16h10

A maioria das pessoas estava em casa quando o terremoto ocorreu / Foto: Reprodução/Twitter
A maioria das pessoas estava em casa quando o terremoto ocorreu
Foto: Reprodução/Twitter
AFP

Nizar Abdullah passou a noite revirando os escombros da casa vizinha de dois andares na cidade montanhosa de Darbandikhan, no Curdistão iraquiano, depois que a região foi sacudida por um terremoto mortal.

"Há oito pessoas dentro" da construção, explicou à AFP nesta segunda-feira Abdullah, um curdo-iraquiano, em frente à pilha de destroços de concreto onde antes se erguia a casa.

Alguns familiares conseguiram escapar, mas "vizinhos e socorristas retiraram a mãe e um dos filhos mortos dos escombros", contou o homem de 34 anos.

O terremoto de magnitude 7,3 atingiu a região da fronteira entre Irã e Iraque na noite de domingo (12), matando centenas de pessoas e ferindo outras milhares.

O Irã foi mais castigado, com 407 mortos e cerca de 6.700 feridos, enquanto no Iraque o sismo matou oito pessoas e deixou outras 535 feridos, informaram autoridades dos dois países.

O sismo atingiu a região da fronteira, 30 km a sudoeste de Halabja, no Curdistão iraquiano, por volta das 21h20 locais (16h20 de Brasília), segundo o Serviço Geológico dos EUA.

A maioria das pessoas estava em casa quando o terremoto ocorreu.

"De repente a eletricidade foi embora e senti um forte tremor", disse Loqman Hussein.

"Imediatamente deixei minha casa com minha família", acrescentou.

Akram Wali, de 50 anos, contou que muitas famílias em Darbandikhan buscavam abrigo com parentes fora da cidade.

Eles fugiram enquanto autoridades no Curdistão iraquiano pediram à população na área sul da cidade a deixar suas casas, temendo que a represa de Darbandikhan pudesse se romper.



Todos os olhos na represa

A represa, que perpassa o rio Diyala, situa-se na província de Sulaimaniyah, onde sete pessoas morreram, incluindo quatro em Darbandikhan. Outra pessoa morreu na província de Diyala.

Autoridades da região de Darbandikhan, onde vivem 40.000 pessoas, disseram que a represa suportou a fúria do terremoto e não sofreu grandes rachaduras.

Taha Mohammed, de 65 anos, não atendeu aos chamados para deixar Darbandikhan, mesmo que o sismo tenha destruído quase completamente sua casa.

"Nós fugimos e ninguém se feriu", disse o homem, vestindo as tradicionais calças amplas dos curdos iraquianos, relatando suas bênçãos apesar da tragédia.

O ministro da Saúde iraquiano Seif al-Nadr disse que no terremoto 321 pessoas ficaram feridas no Curdistão iraquiano, outras 170 na província de Diyala e 44 na disputada província de Kirkuk (norte).

A maior parte dos socorridos estava em choque, afirmou em um comunicado.

"O governo iraquiano precisa ajudar as vítimas", disse Yassin Qassem, cuja casa foi seriamente danificada pelo sismo.

"Somos curdos, mas também iraquianos", acrescentou.

As tensões se intensificaram entre a região autônoma curda e o governo federal iraquiano desde que os curdos celebraram um referendo de independência em setembro, desafiando Bagdá.

O terremoto deste domingo também foi sentido no sudeste da Turquia.

Ancara enviou ajuda humanitária para o Iraque, incluindo barracas e cobertores, assim como uma equipe médica, informou um porta-voz do governo turco.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM