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Uber revela que hackers roubaram dados de 57 milhões de usuários

Entre esses 57 milhões de usuários, há 600.000 motoristas, cujos nomes e números de carteiras de habilitação foram hackeados

Publicado em 21/11/2017, às 22h23

Os nomes dos usuários, assim como seus e-mails e números de telefone foram roubados, informou diretor / Foto: AFP
Os nomes dos usuários, assim como seus e-mails e números de telefone foram roubados, informou diretor
Foto: AFP
AFP

O Uber disse nesta terça-feira (21) que hackers roubaram os dados de 57 milhões de usuários do serviço de transporte em todo o mundo no final de 2016.

Entre esses 57 milhões de usuários, há 600.000 motoristas, cujos nomes e números de carteiras de habilitação foram hackeados.

Os nomes dos usuários, assim como seus e-mails e números de telefone foram roubados, informou o diretor-executivo do Uber, Dara Khosrowshasi, em um comunicado.

Dados roubados

Baseado em uma investigação externa, o diretor-geral do Uber afirmou que a informação sobre os trajetos realizados, os números de cartões de crédito e contas bancárias, os números de seguridade social e datas de nascimento dos usuários não foram roubados.

Khosrowshasi, nomeado para comandar o aplicativo em agosto, disse ter sido informado "recentemente" do incidente e que duas pessoas alheias à companhia seriam os responsáveis.

"Nada disso deveria ter acontecido, e não vou arranjar desculpas para isso", acrescentou Khosrowshahi, embora tenha destacado que "o incidente não afetou os sistemas da empresa, nem sua infraestrutura".



Dois membros da equipe de segurança da informação do Uber, que "comandaram a resposta" ao incidente e não alertaram os usuários que seus dados tinham sido violados foram demitidos da empresa com base em San Francisco, disse Khosrowshasi.

De acordo com a Bloomberg, o Uber teria pago 100.000 dólares aos hackers para que destruíssem as informações, sem divulgar aos usuários ou aos motoristas, cujos dados estavam em risco.

"Tomamos medidas imediatas para proteger os dados e acabar com o acesso não autorizado. Identificamos estas pessoas e obtivemos garantias de que os dados seriam destruídos", explicou Khosrowshahi, acrescentando que o Uber "também implementou medidas de segurança para restringir o acesso e fortalecer o controle em sua base de dados". 

O CEO admitiu que o Uber errou ao não informar de imediato às vítimas e às autoridades sobre a situação, mas destacou que a empresa adotou várias medidas para melhorar seus procedimentos, incluindo uma proteção reforçada dos dados dos motoristas que foram vítimas da operação dos hackers. 

"Ainda não temos evidência de fraude ou uso fraudulento relacionado a este incidente. Estamos monitorando as contas afetadas e aumentamos sua proteção contra a fraude". 

O roubo de dados foi um novo golpe para a reputação do Uber, que tenta deixar para trás as acusações de falhas na verificação de antecedentes criminais de seus motoristas e de assédio sexual dentro da companhia.


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