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GREVE

Greve em escolas francesas no exterior por cortes orçamentários

Os liceus franceses do Brasil também aderem à greve

Publicado em 27/11/2017, às 18h05

O  SNES-FSU, maior sindicato de professores de Ensino Médio da França é quem está coordenando esta decisão / Foto: Angelos Tzortzinis / AFP
O SNES-FSU, maior sindicato de professores de Ensino Médio da França é quem está coordenando esta decisão
Foto: Angelos Tzortzinis / AFP
AFP

Dezenas de escolas francesas no exterior estavam em greve nesta segunda-feira (27) em protesto pelos recentes cortes orçamentários e de funcionários previstos pelo governo, que poderiam resultar em um importante aumento no custo das matrículas.

A greve foi convocada pelo maior sindicato de professores de Ensino Médio da França, SNES-FSU, que exige que o governo de Emmanuel Macron revise o "escandaloso" corte previsto no orçamento de 2017, advertindo que 500 cargos de professores estão em jogo.

A confederação avaliou os cortes em 33 milhões de euros, o equivalente a "uma diminuição de cerca de 10%" do orçamento da Agência para o Ensino Francês no Exterior (AEFE), o órgão público que dirige esta imensa rede.

No Brasil, onde há três liceus franceses - Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília -, a adesão à greve esteve em torno de 70% dos professores enviados pela França, disse à AFP uma fonte sindical.

Na escola francesa de Madri, uma das maiores do mundo com quatro mil estudantes, a mobilização era "em massa", segundo Jean-Baptiste Ribet, responsável do sindicato SNES, que denuncia um corte de três milhões de euros.

"Isso poderia significar que a matrícula anual irá passar de cinco mil para oito mil euros. Muitas famílias francesas que não poderão pagar ficarão excluídas", denunciou este professor de Matemática.



Segundo dados do SNES, a greve nas escolas de outras cidades espanholas teve uma grande adesão: 90% em Valencia, 75% em Alicante e em Málaga 100% dos professores do Ensino Fundamental e 75% dos de Ensino Médio.

O movimento tinha uma forte repercussão em vários centros de ensino de todo o mundo, como em Nova Délhi, onde a professora Stéphanie Orace, que trabalha há seis anos em uma escola francesa dessa cidade, disse "nunca ter visto antes uma greve tão maciça".

No entanto, na escola francesa de Caracas a greve não parecia ter muita adesão. "Aqui em nosso colégio tudo está funcionando normalmente hoje, embora não saiba se alguns professores seguiram a convocação. Mas aqui estamos normalmente", disse à AFP uma fonte administrativa da instituição.

O mesmo se passou no México, onde os funcionários trabalhavam normalmente.

A França conta com uma rede de 492 escolas implantadas em 137 países. Estes liceus educam desde a pré-escola até o segundo grau cerca de 350 mil estudantes, dos quais 40% são franceses e 60% estrangeiros.

A greve foi convocada nesta segunda-feira para coincidir com uma reunião do Conselho Administrativo da AEFE, na qual irão analisar o orçamento de 2018.


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