Jornal do Commercio
ALTA NO BITCOIN

Bitcoin continua a subir e supera os US$ 15 mil

No começo de 2017, o bitcoin era negociado por mil dólares. Hoje já está quase passando os 15 mil

Publicado em 07/12/2017, às 14h04

Em outubro a unidade da moeda valia 5 mil dólares / Foto: AFP
Em outubro a unidade da moeda valia 5 mil dólares
Foto: AFP
AFP

O bitcoin superou, nesta quinta-feira (7), pela primeira vez, os 15 mil dólares, uma alta de mais de 50% em uma semana que preocupa autoridades financeiras e surpreendeu analistas do mercado.

A moeda virtual alcançou os 15.242,99 dólares às 10H26 GMT (8H26 de Brasília), um novo recorde histórico, segundo dados recolhidos pela agência Bloomberg.

O bitcoin não para de bater recordes. Poucas horas antes, tinha superado pela primeira vez os 14 mil dólares. Em meados de outubro, a unidade da moeda valia 5 mil dólares. 

No começo deste ano, ele era negociado por US$ 1 mil , mas seu valor se multiplicou por 15, uma escalada estimulada pelo interesse dos mercados americanos, que preveem lançar ainda neste mês contratos de futuros que vão permitir especular sobre seu preço. 

Os novos produtos financeiros dão credibilidade à moeda virtual.

A bolsa de valores americana Chicago Board Options Exchange (Cboe) vai lançar novos produtos financeiros em 10 de dezembro, pouco depois da Chicago Mercantile Exchange (CME), uma das mais importantes bolsas do mundo.

Ambas as plataformas receberam sinal verde da CFTC, a comissão de regulamenta bolsas e o mercado de futuros nos Estados Unidos e que normalmente trata de matérias-primas.



Contudo, a decisão também foi alvo de críticas, como da associação de bolsas e produtos derivados FIA, que a considerada arriscada demais.

Como o número de bitcoins em circulação é limitado, o aumento da demanda gera automaticamente uma alta de seu valor.

A capitalização total da moeda virtual é agora de 256 bilhões de dólares, muito superior à sua concorrente Ethereum, com um valor de 40 bilhões de dólares, segundo dados do portal especializado coinmarketcap.com. 

O valor de mercado do bitcoin atualmente é superior ao da Coca-Cola e ao Produto Interno Bruto (PIB) de um país como a Finlândia.

O bitcoin, que não tem versão física, valia apenas alguns centavos quando foi lançado, em 2009, e usa um sistema de pagamentos chamado "blockchain", que garante a segurança das transações.

A moeda, sem curso legal, não é regulada por um governo, ou banco central, mas por uma grande comunidade de internautas que a utilizam para diversas transações. 

Muitos economistas, como os prêmios Nobel Joseph Stiglitz e Jean Tirole, alertaram para uma bolha que poderia estourar.

Os bancos centrais, que tradicionalmente gerem as moedas e a estabilidade financeira, também alertaram para o perigo do bitcoin.

François Villeroy de Galhau, governador do Banco Central francês, disse que quem investe em bitcoins o faz "por sua conta e risco". 

Reguladores de vários países também temem que os investidores particulares percam muito dinheiro nesta operação especialmente arriscada. 

O sucesso do bitcoin é tão grande que ele também atrai a atenção de hackers. A plataforma NiceHash recentemente sofreu um roubo de cerca de 60 milhões de dólares em bitcoins, segundo vários veículos.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Reinventar Reinventar
A velocidade na criação de novidades tecnológicas nos faz pensar que o futuro é todo dia. E nós também precisamos sair do lugar. No mercado de trabalho, o impacto dessas transformações exige a capacidade de se reinventar. Veja o que o futuro lhe reserva
Rodoviários: ''máquinas'' sem manutenção Rodoviários: ''máquinas'' sem manutenção
Carga horária excessiva, más condições de trabalho, terminais sem estrutura apropriada e os riscos ocupacionais aos quais estão submetidos. O transporte rodoviário está em quarto lugar entre as profissões com mais com comunicações de acidentes de trabalh
#UmaPorUma #UmaPorUma
Existe uma história para contar por trás de cada assassinato de mulher em Pernambuco. Uma por uma, vamos contar todas. Mapear onde as mataram, as motivações do crime, acompanhar a investigação e cobrar a punição dos culpados. Um banco de dados virtual.

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM