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Eleições nos EUA

Comissão não encontra 'evidência' de conluio entre Trump e Rússia

Painel acatou a conclusão dos serviços de inteligência americanos de que os russos tentaram interferir nas eleições, mas rejeitou a ideia de que Moscou pretendia, especificamente, promover a eleição de Trump

Publicado em 13/03/2018, às 01h56

Os membros da comissão também investigaram como fontes russas alimentaram um arquivo contra Trump financiado por Hillary Clinton. / Foto: MANDEL NGAN / AFP
Os membros da comissão também investigaram como fontes russas alimentaram um arquivo contra Trump financiado por Hillary Clinton.
Foto: MANDEL NGAN / AFP
AFP

Uma comissão da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, anunciou nesta segunda-feira que sua investigação sobre a suposta ingerência russa nas eleições de 2016 não encontrou "evidência de conluio" entre Moscou e a campanha de Donald Trump.

"Não encontramos evidência de conluio, coordenação ou conspiração entre a campanha de Trump e os russos", destaca o relatório preliminar emitido pelo Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes.

O painel acatou a conclusão dos serviços de inteligência americanos de que os russos tentaram interferir nas eleições, mas rejeitou a ideia de que Moscou pretendia, especificamente, promover a eleição de Trump.

O texto não menciona o suposto roubo e vazamento por parte dos russos de documentos e contatos embaraçosos de membros da equipe de campanha de Hillary Clinton, adversária democrata de Trump nas eleições de 2016.

"Esperamos que nossas conclusões e recomendações sejam úteis para melhorar a segurança e a integridade das eleições (legislativas) de 2018". 

Trump comemorou a decisão em um tuíte: "o Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, após 14 meses de investigação, não encontrou evidência de coluio ou coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia para influir nas eleições presidenciais de 2016".

No relatório, os legisladores negam a conclusão dos serviços de inteligência americanos, revelada em janeiro de 2017, sobre a preferência do presidente russo, Vladimir Putin, por Trump contra Hillary Clinton.



O documento destaca vários ciberataques russos contra instituições políticas americanas em 2015 e 2016, especialmente por meio das redes sociais, e critica a "resposta fracassada" da administração do presidente democrata, Barack Obama, antes das eleições.

Os membros da comissão também investigaram como fontes russas alimentaram um arquivo contra Trump financiado por Hillary Clinton. 

Finalmente, destacam "os contatos problemáticos entre altos funcionários da comunidade de inteligência (da administração Obama) e a imprensa".

Reação democrata

"Este é um novo rito trágico para o Congresso, e representa mais uma capitulação diante do Executivo", declarou Adam Schiff, líder da minoria democrata no Comitê de Inteligência da Câmara.

Nancy Pelosi, líder dos democratas no Congresso, denunciou em um tuíte os "republicanos do Comitê de Inteligência por falta de liderança e integridade". 

O relatório tem mais de 150 páginas, com ao menos 40 "conclusões iniciais" e 25 recomendações, e deve ser apresentado nesta terça-feira à minoria democrata para que façam seus comentários.

Esta não é a única investigação do Congresso sobre a Rússia. O Comitê de Inteligência do Senado conclui a sua, e ao contrário da Câmara, republicanos e democratas trabalham juntos para publicar apenas um relatório.

 


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