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Igreja Católica

Opção pelos pobres é uma marca do Papa Francisco, diz arcebispo

Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, disse que a Igreja Católica avançou décadas em cinco anos do pontificado de Francisco

Publicado em 13/03/2018, às 06h06

Na opinião do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o Papa Francisco foi uma surpresa agradável para a Igreja Católica / Guga Matos/JC Imagem
Na opinião do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o Papa Francisco foi uma surpresa agradável para a Igreja Católica
Guga Matos/JC Imagem
Cleide Alves
cleide@jc.com.br

Em sua passagem pelo Vaticano, o Papa Francisco está abrindo dois caminhos considerados fundamentais pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. Primeiramente, diz o arcebispo, é mostrar que a Igreja é missionária na sua essência. “Ele tem falado e insistido muito numa Igreja em saída e a saída da Igreja ao encontro do povo tem marcado o pontificado do Papa”, afirma dom Fernando.

O Papa faz isso com alegria, destaca o religioso. “O evangelho que ele escreveu é o evangelho do contentamento. Apesar da sua idade avançada ele demonstra isso claramente e motiva toda a Igreja a ser assim. A evangelização é um ponto que ele está insistindo bastante e muita gente mudou a partir do Papa Francisco”, declara o arcebispo, chamando a atenção para o outro caminho: a opção pelos pobres.

“Ele tem feito essa opção até pessoalmente, nas pequenas coisas. O fato de ele sair para a Praça de São Pedro (Roma) e se preocupar com os pobres que estão ali é fantástico, é um Papa que se preocupa em providenciar banheiros e lavanderia para mendigos”, analisa o arcebispo. “Naturalmente ele tem sofrido pressões, mas ele não se rende de jeito nenhum, é uma pessoa destemida, corajosa e que avança.”



Para dom Fernando, o Papa Francisco avançou décadas em cinco anos. “Ele foi sábio na escolha de pessoas para ajudá-lo. Os cardeais, eleitores do Papa, são escolhidos pelo pontífice e ele quebrou essa tradição de sedes cardinalícias. O arcebispo de Salvador sempre era nomeado cardeal e ele não fez isso. Ele já nomeou um bispo como cardeal, demonstrando a necessidade de sermos humildes e entendermos o ministério sacerdotal como serviço e não como honraria.

Gente como a gente

A alegria do Papa também é destacada pelo padre Tiago Thorlby, da Comissão Pastoral da Terra (CPT-PE). “Ele logo se revelou como gente como a gente, com uma alegria contagiante que deixa os inimigos, e ele tem muitos, sem saber como atacar. O Papa  Francisco fala a nossa língua mesmo quando está com uma batata quente nas mãos”, diz padre Tiago.

Com Francisco, diz ele, a Igreja saiu do conforto e da segurança das quatro paredes e foi para o mundo. “A Igreja foi para as fronteiras do mundo, para a periferia do mundo, o Papa Francisco é um líder para servir. É bonito quando ele diz ‘quem sou eu para julgar’, diante de assuntos polêmicos”, declara padre Tiago.


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