Jornal do Commercio
mundo mundo
  • Tamanho do texto:
  • A-
  • A+

Série especial

Governo brasileiro reteve avião britânico durante a Guerra das Malvinas

Brasil ficou numa saia justa no meio do conflito entre argentinos e britânicos

Publicado em 02/04/2012, às 00h02

Wagner Sarmento

A neutralidade “pero no mucho” do Brasil causou um incidente diplomático com o Reino Unido. O bombardeiro britânico Vulcan sofreu uma pane hidráulica em meio a uma missão de combate, não conseguiu realizar o reabastecimento em voo e acabou invadindo o espaço aéreo brasileiro, para não cair no mar. Escoltado por caças F-5E Tiger II, fez um pouso de emergência no aeroporto do Galeão, no Rio, em 3 de junho de 82. A aeronave acabou retida. O Brasil, então, passou a ser pressionado: os britânicos queriam o aparelho de volta e os argentinos afirmavam que liberar o avião seria favorecer o inimigo.

O documento número 011650 do Sistema Nacional de Informações (SNI), disponibilizado pelo Arquivo Nacional, revela o embaraço diplomático decorrente do episódio. “Se atendêssemos ao pedido argentino, o Reino Unido poderia exigir-nos a aplicação do estatuto da neutralidade também em relação à Argentina, o que seria incompatível com as diversas formas de apoio que temos dado ao nosso vizinho”, diz a correspondência, que evidencia o favorecimento – não oficial – ao país vizinho. “Nas circunstâncias, parece necessário procurar uma solução sui generis, de caráter prático, que atenda ao máximo à Argentina e que sirva de argumento ao Reino Unido para outras questões”, completa.

Receoso de prejudicar a Argentina, o regime militar não soube o que fazer com o Vulcan. A indefinição fez o Brasil correr risco de sofrer retaliação do Reino Unido. No mesmo documento do SNI, as palavras do então embaixador britânico em Brasília, George William Harding, mostram o tamanho da indignação do governo de Margaret Thatcher. “À luz das antigas e amistosas relações entre o Reino Unido e o Brasil, o governo de Sua Majestade acredita ter o direito de esperar tratamento equilibrado na atual situação de crise.

Nesse contexto, tem conhecimento de que aviões militares argentinos e outras aeronaves utilizaram e continuam utilizando aeroportos brasileiros ao transportarem equipamento militar para uso pela Argentina”, reclamou. “Já foi explicado ao embaixador britânico que o governo brasileiro não tem interesse em participar de operações triangulares para o fornecimento de armas”, respondeu o Brasil, que devolveu o bombardeiro aos britânicos sem os armamentos e em troca da garantia de que ele não seria usado na guerra. O Vulcan retornou à base na ilha britânica de Ascensão.

 

Palavras-chave

imprima
envie para um amigo
reportar erro

Comentários

Por clenio,06/01/2013

NÃO DEVEMOS LEVAR TÃO A SERIO OS COMENTARIOS DE RIVALIDADE ESPORTIVAS E NEM OS COMENTARIOS PRECONCEITUOSOS DE PESSOAS .MAIS É ESTRANHO QUE UMA ILHA TÃO DISTANTE SEJA AINDA HOJE UMA COLONIA DE UM PAÍS .

Por gustavo,29/12/2012

Deveriamos era devolvermos o caça da Inglaterra imediatamente para acabar com esta porcaria da Argentina pois durante a segunda guerra este país tinha planos para invadir o Brasil pq Hitler tinha este objetivo e iria usar o pais vizinho para sermos invadidos.

Por José Roberto,01/11/2012

PENSO QUE NO BRASIL A MÍDIA LEVA A GENTE PARA ONDE ELES QUEREM...O ODIO BOBO PELO VIZINHO ACHO UM ABSURDO ...SÓ PURA MALDADE....VI QUE ELES NOS RESPEITAM MUITO ..POIS VIAJO MUITO A ESSE PAIS..E ALGUNS AQUI PUXAM O SACO DOS GRINGOS DA EUROPA QUE SUGAM NOSSAS RIQUEZAS E NOS HUMILHAM (JA QUE NOS ACHAM INFERIORES..) PELO MENOS A ARGENTINA OS ENFRENTOU.,.. E LI LIVROS INGLESES QUE SE ADMIRAM DO VALOR DOS NOSSOS VIZINHOS EM TERMOS GERAIS CONCORDO COM O SENHOR TEIXEIRA...POIS DEMOSTRA ESTAR INFORMADO ..E SEM PRECONCEITOS BOBOS..

Por Matheus,28/10/2012

Concordo com o Marcelo em tudo! hehehehehehehe

Por Julio teixeira,16/10/2012

Poxa vida, Marcelo. Quando falamos mal de argentinos falamos de um povo patriota, vibrador e que luta pelos seus direitos muito mais que nós brasileiros que só pensamos em futebol e carnaval. Se fossemos um povo igual a eles talvez nosso país já tivesse tomado jeito.

Comentar


nome e-mail
comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

Vídeos do dia

Marcelo Pedroso, diretor de Brasil S/A, em entrevista ao JC TV

  • Marcelo Pedroso, diretor de Brasil S/A, em entrevista ao JC TV
  • Loulou
  • O massacre da serra elétrica

Fotos do dia

Pátio do Terço, no bairro de São José, Centro do Recife, trocou o uso residencial pelo comércio
Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

> JC Imagem

Pátio do Terço, no bairro de São José, Centro do Recife, trocou o uso residencial pelo comércioO conjunto arquitetônico do Pátio do Terço, no Centro do Recife, é formado pela igreja e 71 imóveisDas 71 edificações do Pátio do Terço, no bairro de são José, Centro do Recife, só três são moradiaO Pátio do Terço, no Centro do Recife, é o palco da Noite dos Tambores Silenciosos, no CarnavalParte do casario do Pátio do Terço, no bairro de São José, Centro do Recife, preserva só a fachada

Ranking do dia

Charge do dia

Charge do dia
Autor:MIGUEL

Especiais JC

Cobertura das eleições 2014 Cobertura das eleições 2014
Confira a cobertura completa das eleições 2014
Periferia travada Periferia travada
Especial mostra as dificuldades que pessoas que moram no subúrbio do Grande Recife têm para deslocar na periferia
Facebook Twitter RSS Youtube
Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM