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TECNOLOGIA E SAÚDE

EUA aprovam a primeira pílula eletrônica

A comercialização do medicamento foi autorizada pelas autoridades. Informações da pílula podem ser acompanhadas por aplicativo

Publicado em 14/11/2017, às 16h36

Um sensor permite saber a hora e a data em que a pílula foi ingerida / Foto: USP Imagens
Um sensor permite saber a hora e a data em que a pílula foi ingerida
Foto: USP Imagens
AFP

As autoridades federais americanas autorizaram a comercialização do primeiro comprimido eletrônico, capaz de indicar se o paciente tomou o remédio e quando tomou. Um sensor inserido na pílula emite um sinal que permite determinar a hora e a data em que ela foi ingerida, informou a  Administração de de Medicamentos e Alimentos (FDA) em um comunicado.

Este sistema de rastreamento foi autorizado para um tratamento contra a esquizofrenia, manias agudas e trastorno bipolar. Trata-se do aripiprazol, comercializado sob o nome de Abilify desde 2002. A versão eletrônica se chama Abilify MyCite. Uma vez ingerida a pílula, seu sensor, composto de cobre e silício, emite um sinal elétrico ao entrar em contato com os líquidos do estômago.

Depois de alguns minutos, esse impulso elétrico é captado por um patch colocado no tórax. O patch, que deve ser substituído toda semana, transmite, então, a informação para um aplicativo que permite aos pacientes comprovarem a ingestão do medicamento em seu celular.



Os pacientes também podem permitir o acesso de seus médicos ao sistema através de um site.

"É possível rastrear a ingestão de medicamentos receitados, pode ser útil para pessoas com enfermidades mentais", afirmou o doutor Mitchell Mathis, diretor da divisão de tratamentos psiquiátricos do Centro de Pesquisa e Avaliação de Medicamentos da FDA.

Mas a FDA assinala que este sistema de rastreamento ainda não demonstrou capacidade de melhorar a ingestão regular de medicamentos.

O Abilify MyCite é comercializado pelo grupo farmacêutico japonês Otsuka Pharmaceutical Co., enquanto que o sensor e o patch são fabricados pela americana Proteus Digital Health.


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