Jornal do Commercio
#ForçaNeymar

Opinião JC: Neymar e a dor de um país inteiro

Obviamente ninguém está sentindo mais do que o próprio Neymar. O menino de 22 anos, que sempre foi caçado em campo, não esperava um golpe tão profundo na alma

Publicado em 04/07/2014, às 23h43

Neymar / Foto: AFP

Neymar

Foto: AFP

Do JC Online

Aos 40 minutos do segundo tempo, uma joelhada pelas costas, praticamente sem defesa. O atacante Neymar tombou. O País, ainda preocupado com os rumos da partida contra a Colômbia pelas quartas de final, não notou a gravidade da lesão. Enquanto o craque saía imobilizado para o hospital, os brasileiros vibravam com a vitória por 2x1 e a classificação. Muita comemoração no gramado do Castelão, nas arquibancadas e por todo o Brasil. Pouco mais de uma hora depois do apito final, a alegria se transformou em dor. Estava constatada uma fratura na terceira vértebra lombar. A maior esperança dos brasileiros está fora da Copa. Serão pelo menos cinco semanas de recuperação.

Obviamente ninguém está sentindo mais do que o próprio Neymar. O menino de 22 anos, que sempre foi caçado em campo, não esperava um golpe tão profundo na alma. A dor física, provavelmente, será passageira. Não vai impedi-lo de voltar a brilhar, pelo seu Barcelona e também pela seleção brasileira. A dor que dói mais, porém, é a de perder a chance de continuar ajudando o Brasil a conquistar um título de Copa do Mundo em casa. Em inúmeras entrevistas durante a competição até aqui, ele fez questão de ressaltar que estava realizando um sonho. Um sonho sonhado junto por milhões de brasileiros. O País pode até voltar a realizar o Mundial por aqui no futuro, afinal este já é o segundo. Daqui até lá, no entanto, nosso menino de ouro provavelmente estará do lado de cá, torcendo conosco das arquibancadas. Por isso choramos junto. Choramos a dor de Neymar pela contusão e desabamento de um sonho. E choramos também as nossas chances de escrever um final diferente daquele vivido em 1950, quando colocamos a mão na taça e deixamos que escapasse no último jogo, diante do Uruguai.

Nenhum cartão vermelho – esquecido pelo árbitro espanhol Carlos Velasco – ou sanção que possa vir da Fifa ao lateral Zúñiga compensará os danos que causou à alma de Neymar e do brasileiro com aquela entrada imprudente por trás. Mas, diz o ditado popular, somos brasileiros e não desistimos nunca. E, mesmo fora de combate, nosso craque vai tirar da cartola mais uma “jogada” mágica para seguir ajudando a seleção. Duvida? Se antes o time já estava com sangue nos olhos para levantar o troféu, agora os 22 convocados que sobraram ganharão mais um motivo para suar, correr e se desdobrar em campo.

Faltam dois degraus para a conquista da sexta estrela. Não vai ser fácil. Aliás, nunca pareceu tão difícil. Mas a história das conquistas brasileiras é feita de superação. Ou não foi assim em 1962, quando Pelé se machucou e Amarildo supriu a lacuna para o bi? Ou em 2002, no penta, com Ronaldo recém-recuperado de uma cirurgia complicada no joelho? Os exemplos estão aí. Quem sabe não juntaremos outro à galeria. E enquanto isso, Neymar, se recupere com tranquilidade e não tenha dúvidas que a camisa 10 continuará em campo. Vestirá cada um dos 200 milhões de brasileiros.

Palavras-chave


Comentários

Por Wilson Rodrigues da Luz,12/08/2016

O problema de Neymar é a baba de Galvão Bueno. Galvão Bueno baba tanto, que Neymar escorrega na baba de Galvão e não consegue jogar bem na seleção. Galvão Bueno baba tanto, que prejudica qualquer jogador. Outro jogador que foi prejudicado por Galvão Bueno foi o Cácá. Galvão babava tanto Cácá, que cáca findou saindo da seleção. A baba de Galvão era tanto, que Các á, não conseguia jogar bem na seleção. Êta cara babão.

Por Ricardo,05/07/2014

O Conentário de Socram, foi perfeito, lamento sim, chorar não.

Por chico,05/07/2014

sera que essa dramatizaçao nao estava no roteio desta novela chamada copa que os ptralhas nos deu a taça e nossa

Por Socram,05/07/2014

Chore você, eu não... lamento sim, chorar, não! Choro pelos carentes de assistência médica (embora seja obrigação do Estado prestá-la), pelos sem-tetos, pelos desvalidos, pelos professores mal-remunerados, dentre outros. Tudo fruto do desvio de verbas e corrupção que assola nosso país, cuja copa serve como anestésico e massageador de egos tipo "pão e circo"...

Por Nanci ,05/07/2014

Neymar merece a taça do Hexa no Brasil, a Copa continua sendo dele. Ele ainda é a cara do Brasil.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM