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Editorial: O otimismo para encontro dos EUA e Coreia do Norte

Nesse domingo (27), uma delegação americana se reuniu com autoridades norte-coreanas na Zona Desmilitarizada entre as Coreias do Norte e do Sul

Publicado em 28/05/2018, às 07h27

Encontro entre Trump e Jong-un deve mesmo ocorrer no próximo dia 12 de junho / Foto: AFP
Encontro entre Trump e Jong-un deve mesmo ocorrer no próximo dia 12 de junho
Foto: AFP
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Um dia depois de ter cancelado encontro de cúpula com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, o presidente Donald Trump recebeu a imprensa nos jardins da Casa Branca para dizer, nesta sexta-feira, que está otimista sobre as negociações entre os dois países e afirmou que a reunião “poderia acontecer em 12 de junho”, como estava programada.

Ontem, uma delegação americana se reuniu com autoridades norte-coreanas na Zona Desmilitarizada entre as Coreias do Norte e do Sul, em um contexto de preparação para a cúpula entre os líderes dos países, dando a entender que o encontro entre Trump e Jong-un deve mesmo ocorrer. 



Cancelamento

O gesto do dirigente norte-americano não surpreendeu nem ao anunciar que estava cancelando o encontro que deveria se realizar em Cingapura, nem ao voltar atrás poucas horas depois e proclamar: “Estamos conversando com eles agora. Eles realmente querem fazer isso. Gostaríamos de fazê-lo”. Poucas horas atrás, o Wall Street Journal dizia que estavam sendo analisadas sanções adicionais contra a Coreia do Norte. A mudança de humor do dirigente da mais poderosa nação do mundo já está se tornando folclórica e talvez por isso a reação norte-coreana à primeira declaração – do cancelamento – foi muito contida, talvez esperando a retratação que de fato veio. Mais que isso, a Coreia do Norte protagonizou uma cena de efeitos especiais impressionante, ao convidar observadores internacionais para testemunhar o desmantelamento do seu campo de testes nucleares. Ao mesmo tempo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, anunciava diretamente do Pentágono que podia haver “boas notícias” sobre uma cúpula entre seu país e a Coreia do Norte.

Aparentemente é possível se ver bons sinais nos gestos dos dirigentes, mas nas relações desses personagens se sobressai o tradicional mau-humor dos dois e por isso os acontecimentos vêm sendo tratados com reservas pelos analistas dos dois lados. De Trump se espera que suas tuitadas mantenham a cúpula para junho e de Jong-un que de fato esteja cuidando da desnuclearização do seu País, o que é visto com suspeitas do lado Sul, onde especialistas dizem que o local explodido sexta-feira pode ser reconstruído rapidamente na hora em que o dirigente do Norte mudar o humor. O roteiro dessa trama tem como ponto de partida declarações do presidente norte-americano dirigidas ao colega norte-coreano: “Você fala sobre suas capacidades nucleares, mas nossa capacidade nuclear é muito mais forte. Esperamos não usar”. Exceto pelo risco potencial de mais uma zona de conflitos – além do Oriente Médio – daqui da América do Sul só nos cabe mesmo cuidar do nosso quintal.-


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