BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), disse nesta quinta (2) que o julgamento do mensalão não mudará o ritmo de trabalho dos deputados. “Não muda absolutamente nada no rito da Câmara dos Deputados com o julgamento do mensalão. Pelo contrário, vamos continuar fazendo o debate, a discussão da melhor forma possível, para continuar ajudando o governo a desenvolver o Brasil.”
Maia, que ressaltou a importância do resultado do julgamento para a democracia do país, disse que ele próprio não vai parar seu trabalho para acompanhar pela TV o julgamento, voto a voto. O presidente da Câmara disse que vai se informar sobre o julgamento pelos jornais. “Estou preocupado com o país, articulando as votações na Câmara para a próxima semana, tratando sobre temas importantes. Não tive tempo de acompanhar ou saber o que está acontecendo com o mensalão”.
O presidente da Câmara ainda rebateu as acusações de alguns deputados da oposição de que ele teria ordenado os veículos de comunicação da Câmara que não publicassem reportagens sobre o mensalão. O deputado Roberto Freire (PPS-SP) disse que Maia censurou o Jornal da Câmara, já que nesta quinta o veículo não publicou reportagens citando o julgamento mesmo com vários parlamentares tendo feito, na quarta (1º), pronunciamentos sobre o caso.
“Estou preocupado com a censura absurda do Jornal da Câmara. O presidente, de forma arbitrária quis impedir. É muito grave o que ele fez, o presidente de uma Casa censurando um plenário, com um argumento completamente idiota. O problema de ontem é a censura de pronunciamentos de líderes da casa, não é um pinga-fogo qualquer. É um abuso, nunca tinha visto isso nessa Casa”, disse Freire.
Maia negou a censura e afirmou que a linha editorial dos veículos de comunicação da Casa é responsabilidade dos diretores da área de comunicação. “É um absurdo. Nunca fiz isso, não farei e não tenho poder de censurar nenhum parlamentar e ninguém de dar declarações sobre o mensalão. O deputado Roberto Freire, que tem feito algumas acusações, conhece muito bem os sistemas autoritários, pela sua história e pelos partidos dos quais ele já fez parte, e, de traição, ele conhece muito bem”, rebateu Maia.
Colunas JC
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