BRASÍLIA – O sétimo dia de julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) foi retomado por volta das 18h com a defesa do ex-tesoureiro do PL – atual PR – Jacinto Lamas. Ele é acusado dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, Lamas recebeu R$ 1 milhão do mensalão em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A defesa alega que quem tinha total domínio do que ocorria no PL era o presidente do partido, e que Lamas apenas executava ordens. Argumenta, ainda, que o trabalho do tesoureiro era voltado à propaganda do partido.
Atualmente, Jacinto Lamas é funcionário da Câmara dos Deputados e acumula a função de chefe de gabinete do PR. Seu irmão, Antônio Lamas, também é réu no processo do mensalão e será defendido em seguida.
Antônio Lamas assessorava a liderança do PL na Câmara dos Deputados e é acusado de participar do esquema de repasse ilegal de dinheiro ao partido, realizando um saque a favor do presidente da legenda. Nas alegações finais, o Ministério Público Federal pediu a absolvição de Lamas dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por falta de provas.
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