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debate político

Eduardo prega alternância de poder contra a corrupção

Ele afirmou que o PSB - como partido que mais cresce no País - tem a ''obrigação de aprender com os erros dos outros''

Publicado em 21/10/2013, às 13h09

 / Foto: Igo Bione/JC Imagem

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Da Agência Estado

O governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), recomendou a alternância do poder como instrumento para se evitar que um partido agregue "defeitos" como corrupção e briga por cargos, reconhecidos pelo ex-presidente Lula ao falar sobre os vícios acumulados pelo PT, que comanda o governo federal há 11 anos, em entrevista ao jornal espanhol El Pais.

Para Eduardo, os quadros partidários vão "ganhando simplicidade com esta alternância, vão ganhando o chamado fio terra, vão ficando linkados com o dia a dia". "O que blinda as instituições dos vícios e distorções é a capacidade de se inovarem, de estarem submetidas ao controle social, à alternância de papel que passa a cumprir na vida política do país", complementou, em entrevista na manhã desta segunda-feira, 21, durante vistoria de obras de ampliação do Hospital Barão de Lucena, no bairro da Iputinga, no Recife. "Por isso é importante que todo tempo os partidos possam governar, fazer oposição, cuidar com responsabilidade do seu papel naquele determinado momento histórico".

Ele afirmou que o PSB - como partido que mais cresce no País - tem a "obrigação de aprender com os erros dos outros", precisa "estar preparado para assumir responsabilidades e, na medida em que assume responsabilidades maiores, ter a preocupação para não reproduzir os velhos erros".

À tarde, o governador receberá o presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio, para comunicar a decisão do partido de entregar os cargos no governo estadual e nas prefeituras do Recife e de Paulista, na região metropolitana. Somente depois ele comenta o assunto.

GRANDES OBRAS - Indagado sobre se é possível imprimir mais agilidade e cumprir cronogramas diante da lentidão de obras federais como a ferrovia Transnordestina e a Transposição das águas do Rio São Francisco, Eduardo Campos respondeu não ser simples, mas ser possível.

Ele exemplificou a dificuldade de cumprimento de cronogramas com a própria obra de ampliação do Hospital Barão de Lucena, que havia acabado de vistoriar. "Para mudar um elevador, se teve de mudar toda a estrutura, o prédio é antigo", disse ele, ao observar as dificuldades nem sempre previstas que podem surgir ao longo de uma obra. Para enfrentar os desafios exigidos por grandes obras, ele apontou um "time" de gente qualificada e um sistema unificado de gestão e controle nos municípios, nos Estados e na União.




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