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Lava Jato

Cabral é levado para Bangu; grupo festeja chegada com fogos e espumante

Cabral teria recebido propina de construtoras em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014, de acordo com investigações da Lava Jato

Publicado em 17/11/2016, às 21h43

Cabral deverá ficar na unidade de Bangu 8, em Gericinó, reservada para presos com nível superior / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Cabral deverá ficar na unidade de Bangu 8, em Gericinó, reservada para presos com nível superior
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
ABr

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi transferido na noite de nesta quinta-feira (17) para o Complexo Prisional de Gericinó, após passar por exame no Instituto-Médico Legal (IML).

Cabral foi preso por volta das 6h pela Polícia Federal como parte da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato. O ex-governador ficou cerca de 11 horas na sede regional da Polícia Federal no Rio.

Cabral deverá ficar na unidade de Bangu 8, em Gericinó, reservada para presos com nível superior.

Fogos e espumante

Na porta do complexo, cerca de 30 pessoas aguardavam a chegada do comboio. Ao avistarem os carros da PF, o grupo soltou fogos e estourou um espumante.

Operação Calicute

O ex-governador teria recebido propina de construtoras em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014, afirmaram Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais.

De acordo com Ministério Público Federal, Sérgio Cabral chegou a receber R$ 350 mil de “mesada” da Andrade Gutierrez e R$ 200 mil da Carioca Engenharia que, no segundo mandato, aumentou o pagamento para R$ 500 mil.

As investigações começaram em julho, a partir de informações colhidas em acordos de delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. A PF e o MPF se concentraram na apuração de irregularidades em três obras, cada uma orçada em mais de R$ 1 bilhão: a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Favelas e o Arco Metropolitano. A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, por sua vez, investigou a contratação da Andrade Gutierrez para a obra de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

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Comentários

Por Antonio Gomes,18/11/2016

Esses BANDIDOS, juntamente com todos familiares envolvidos, tem que devolver todo dinheiro da corrupção aos cofres públicos, além da multa de 100% do valor roubado, prisão dos delinquentes e de todos seus amigos e familiares entrelaçados, por se tratar de crime hediondo. Em muitos países, a corrupção tem como sentença: Pena de Morte ou Prisão Perpétua. No nosso querido Brasil Varonil, é a certeza de comemoração da chegada de uma grande pizza, dividindo-a para os integrantes dos poderes.



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