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PEC 55

Manifestantes depredam prédio do Ministério da Educação

O ministro da Educação, Mendonça Filho, condenou de forma veemente os fatos ocorridos nesta terça

Publicado em 29/11/2016, às 20h20

O presidente lembrou que a Constituição que garante a liberdade de manifestação, mas a PM agiu de forma truculenta diante os protestos / Foto: Divulgação
O presidente lembrou que a Constituição que garante a liberdade de manifestação, mas a PM agiu de forma truculenta diante os protestos
Foto: Divulgação
Estadão Conteúdo

Depois de o presidente Michel Temer (PMDB) dizer nesta terça-feira (29) que o governo não devia se preocupar com as manifestações e que elas são legítimas numa democracia, o acirramento dos protestos que acontecem nesta tarde na Esplanada gerou preocupação no Palácio do Planalto. Alvo de protestos por conta das mudanças com do ensino médio, o Ministério da Educação, por exemplo, foi pichado. Garagens subterrâneas das repartições na Esplanada foram fechadas por precaução. 

O MEC foi invadido e depredado por um grupo de 50 a 100 pessoas, algumas encapuzadas. Atearam fogo em pneus, em lixeiras, quebraram as entradas do ministério, caixas eletrônicos e câmaras de segurança. O ministro da Educação, Mendonça Filho, permanece no seu gabinete.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, condenou de forma veemente os fatos ocorridos hoje. "Os servidores do MEC viveram clima de terror. Isso é inaceitável. Como democrata que sou, entendo o direito de protesto, mas de forma civilizada, respeitando o direito de ir e ir. O que vimos hoje foram atos de violência e vandalismo contra os servidores públicos e contra o patrimônio", afirmou.

Confira a entrevista de Mendonça Filho à Rádio Jornal:




O Ministério da Educação se pronunciou sobre o ocorrido, assim como o porta-voz de Michel Temer.

Temer

O presidente Michel Temer escalou o porta-voz Alexandre Parola para comentar as manifestações que acontecem na Esplanada "O presidente Michel Temer repudia o vandalismo, a destruição e a violência de um grupo de manifestantes hoje em Brasília. A intolerância não é forma de expressão democrática e não pode ser instrumento para pressionar o Congresso", disse Parola.

Na mensagem, Parola destacou que o governo sempre esteve aberto ao diálogo e defende o direito às reivindicações. "Mas jamais transigirá com atos de destruição do patrimônio público e privado", afirmou. "O País não pode ser palco de atos que só disseminam o medo e a intimidação para as famílias e os cidadãos brasileiros." 

O porta-voz também lamentou os ataques à imprensa e disse que a liberdade de imprensa "é um valor central em nossa democracia". "O presidente lembra que a mesma Constituição que garante a liberdade de manifestação, protege também a imprensa livre." Diferente de outras votações importantes, em que ficou no Palácio do Planalto até tarde, o presidente Michel Temer já foi para o Palácio do Jaburu.

Interlocutores do presidente reforçam que o próprio Temer destacou que os protestos não deveriam ser violentos, mas salientam que há sim um temor de que o episódio desta terça-feira possa inflar os atos que estão sendo convocados para o dia 4, em São Paulo. A manifestação foi convocada contra um eventual projeto de anistia ao caixa 2. E mesmo depois da explicação de Temer de que o projeto não avançaria os movimentos que foram responsáveis pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff - Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Nas Ruas - querem fazer o ato "contra todos os corruptos".

Há também protestos contra a PEC do Teto e contra a MP do Ensino Médio sendo convocados para o dia 11, véspera da previsão do segundo turno da votação da PEC no Senado.

Em relação à votação do primeiro turno da PEC do teto, que ocorre nesta terça no Senado, um auxiliar do presidente disse que ainda é cedo para avaliar o impacto dos protestos e se a manifestação pode interromper os trabalhos e atrapalhar o objetivo do governo de aprovar a matéria em primeiro turno.


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