Jornal do Commercio
INVESTIGAÇÃO DA PF

Ministro da Agricultura afasta fiscais da Carne Fraca

As investigações da PF apontam que o esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio

Publicado em 17/03/2017, às 16h48

Segundo o ministro, Todo apoio será dado à PF nas apurações / Foto: Marcelo Camargo/ABr
Segundo o ministro, Todo apoio será dado à PF nas apurações
Foto: Marcelo Camargo/ABr
Estadão Conteúdo

Após a deflagração da Operação Carne Fraca nesta sexta-feira (17), que revelou um esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários por parte de frigoríficos para liberar alimentos podres, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que vai cancelar sua licença de dez dias da Pasta e que já determinou o afastamento imediato de todos os servidores e fiscais envolvidos.

 

"O que as apurações da Polícia Federal indicam é um crime contra a população brasileira, que merece ser punido com todo o rigor", afirmou Blairo. Expoente da bancada ruralista, Blairo disse ainda que é preciso separar "o joio do trigo".

"Muitas ações já foram implementadas para corrigir distorções e combater a corrupção e os desvios de conduta, e novas medidas serão tomadas", segue o ministro na nota divulgada em seu perfil oficial no Facebook e no Twitter.

As investigações da PF apontam que o esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás "atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público".

A operação desta manhã foi a que envolveu o maior número de agentes da PF na história, cerca de 1100 policiais federais que foram às ruas cumprir 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema. Foram presos executivos da JBS e da BRF, as maiores empresas do setor no País.

As ordens judiciais foram expedidas pela 14.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba/PR e estão sendo cumpridas em 7 Estados - São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Defesa

A BRF Foods divulgou nota comentando a operação Carne Fraca. A empresa disse que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos e disse que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos.

A JBS também divulgou nota. "Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação. A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura", diz o texto.

"A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas. (...) A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos - seja na produção e/ou comercialização - e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.

 

 

 

 

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Comentários

Por João França,27/03/2017

Ministro Blairo Maggi, este é um bom momento pra fazer uma limpeza geral no MAPA. Os maus profissionais devem ser banidos deste tipo de função. Nas mãos deles está a saúde da população e o bom nome da carne brasileira. Algumas sugestões para sanear este Setor: 1. Demitir todos os envolvidos; 2. Proibir as nomeações dos Superintendentes Regionais do Ministério da Agricultura através de influência política. Use a competência técnica. 3. Contrate empresas de Auditoria Externa idôneas para auditar os processos dos Frigoríficos para verificar o cumprimento das normas sanitárias. 4. Exigir que em no máximo 01 ano, todos os Frigoríficos Brasileiros sejam certificados pela ISO 9.001. Quem é certificado por esta ISO já possui um Controle de Qualidade dos seus produtos e processos de acordo com os padrões internacionais de qualidade. Desde que sejam Certificados por empresas de auditoria idôneas. 5. Contratar uma empresa externa, que conheça os processos de um frigorífico, para elaborar o Plano para implementar as ações citadas acima e outras ações pertinentes.

Por daniel,19/03/2017

espero que eles sejam sumariamente DEMITIDOS.que ainda acho dificil o que pode aconteçer e afastarem eles e quando a poeira baixar tudo volta ao normal sera que so são eles ou uma maioria de CELULAS RUINSse os os contratos desses VERMES ABUTRES fossem regidos pela CLT seriam demitidos na mesma hora porem eles são CONCURSADOS FEDERAIS não são um qualquer com certesa tem costas quentes e faz corja com eles e sera mais um escandalo que ira para o ARQUIVO DO ESQUECIMENTO e tudo fica numa boa e os cirmes continuam e nos consumidores adoecendo cada dia mais por causa de PESSOAS COMO ESTAS que deveriam zelar pelo que foram contratados A SAUDE DE UMA GERAÇÃO MUNDIAL.

Por Wilson Rodrigues da Luz Rodrigues,17/03/2017

O ministro da Agricultura Blairo Maggi, em primeiro lugar, caso o algum funcionário esteja envolvido, e seja comprovado o seu envolvimento com esses bandidos, em lº lugar deve ser demitido do emprego, pois, um elemento desse, não serve para ser fiscal, e logo após, que seja preso. A saúde da população brasileira, não pode ser colocada em risco de vida. É uma vergonha nacional, pessoas que devia cuidar de proteger a vida do nosso povo, está colocando a vida do povo em perigo de vida.



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