Jornal do Commercio
REFORMA TRABALHISTA

Fim do imposto sindical obrigatório terá resistências, diz relator

Atualmente, o valor, equivalente a um dia de salário, é descontado obrigatoriamente dos vencimentos dos trabalhadores e repassado às entidades sindicais

Publicado em 17/04/2017, às 17h32

Para Marinho, a mudança não deve enfraquecer os sindicatos / Foto: Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Para Marinho, a mudança não deve enfraquecer os sindicatos
Foto: Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil
ABr

O relator da proposta da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho (PSDB-RN), disse hoje (17) que o fim da contribuição sindical obrigatória deve ser o ponto do projeto que mais vai enfrentar enfrentar resistência.

Atualmente, o valor, equivalente a um dia de salário, é descontado obrigatoriamente dos vencimentos dos trabalhadores e repassado às entidades sindicais. “As críticas que tenho lido e ouvido na imprensa têm se referido à obrigatoriedade do imposto sindical. Estamos tratando de uma série de outros itens”, disse, antes de participar de encontros com representantes de organizações patronais.

Para Marinho, a mudança não deve enfraquecer os sindicatos, que serão fundamentais para o funcionamento de outros mecanismos da reforma, incluindo a previsão de que os acordos coletivos devem ter tanto valor quanto as normas legais.

“Para fortalecer o movimento sindical, aqueles que têm representatividade fazem os acordos, e as convenções coletivas defendem os interesses dos trabalhadores e dos empresários. Certamente serão financiados pelos associados. Aqueles que não tem essa condição, vão perecer”, afirmou.



Na opinião do deputado, a mudança será o início de uma reforma no sistema de representação organizada dos trabalhadores. “É o início de uma reforma sindical que, certamente, acontecerá mais adiante, inclusive com a retirada de outra excrescência, que é a unicidade sindical, que gera toda sorte de distorção”, disse, em referência a previsão legal de haver apenas um sindicato por categoria.

Delações

Marinho ressaltou que a reforma deverá ser votada mesmo em situação política adversa, causada pela divulgação das delações de ex-executivos da Odebrecht, o que levou à abertura de 76 inquéritos contra deputados, senadores, ministros e outras lideranças políticas.

“Estamos vivendo o pior crise econômica que o Brasil já passou nos últimos anos. Então, não é possível ficarmos inertes, na situação que nos encontramos. O Parlamento fará a sua parte”.

A expectativa do deputado é que seja aprovado um pedido de urgência na Câmara, que permita que o texto seja apreciado ainda nesta semana, na comissão especial que cuida do tema, e chegar ao plenário da Câmara na próxima semana.


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM