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PROTESTO

Motorista atropela manifestantes em protesto contra Temer em Goiás

O casal foi arrastado por alguns metros e sofreu escoriações

Publicado em 18/05/2017, às 22h10

O cruzamento onde o atropelamento ocorreu é o mesmo onde o estudante Mateus Ferreira da Silva foi agredido por um policial militar na manifestação do dia 28 de abril / Foto: Reprodução/ Google Street View
O cruzamento onde o atropelamento ocorreu é o mesmo onde o estudante Mateus Ferreira da Silva foi agredido por um policial militar na manifestação do dia 28 de abril
Foto: Reprodução/ Google Street View
Estadão Conteúdo

Um casal de manifestantes foi atropelado por uma motorista que furou um bloqueio durante marcha que pedia a renúncia do presidente Michel Temer no final da tarde desta quinta-feira (18), em Goiânia, Goiás. O caso ocorreu no cruzamento das avenidas Anhanguera e Goiás, um ponto crítico do trânsito goianiense, pouco antes das 18 horas.

Os manifestantes iniciaram o protesto por volta das 16 horas, e ele seguia pacífico. Com o bloqueio do trânsito, a motorista tentou passar à força e acabou perseguida por manifestantes revoltados. Eles desferiram murros e chutes no veículo. Imagens de câmeras de segurança do local mostram que a mulher acelerou e acabou arrastando duas pessoas que estavam na frente do carro, tentando impedir a passagem.

O casal foi arrastado por alguns metros. A jovem Andreza Carneiro, de 22 anos, ficou presa embaixo do veículo e sofreu várias escoriações. O marido dela, ainda não identificado, também saiu com escoriações. A motorista ainda deu ré, mas foi parada pela multidão de manifestantes. A mulher acabou presa e conduzida para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Ela teria alegado que não entendeu o que estava ocorrendo no local do bloqueio e apenas acelerou o veículo, onde seguia com um acompanhante.



Os feridos receberam atendimento médico na rua. Os são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que participou da manifestação convocada por centrais sindicais. O casal foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia e não corre risco de morte.

Estudante agredido

O cruzamento onde o atropelamento ocorreu é o mesmo onde o estudante Mateus Ferreira da Silva foi agredido por um policial militar na manifestação do dia 28 de abril. Na quarta-feira (17), ele voltou a ser internado no Hugo para preenchimento dos ossos do rosto que foram fraturados pelo cassetete do PM.


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