Jornal do Commercio
estratégia

No recesso, Temer busca agenda positiva

Ideia é encontrar agendas que permitam que deputados retornem após o recesso parlamentar com discurso de defesa do governo

Publicado em 15/07/2017, às 10h35

Presidente orientou que a equipe econômica busque medidas que ativem a microeconomia / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Presidente orientou que a equipe econômica busque medidas que ativem a microeconomia
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Depois da vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o presidente Michel Temer (PMDB) vai tentar manter uma agenda de articulações e anúncios nas duas semanas de recesso para evitar debandada na base. Temer pediu aos ministros que façam levantamentos de programas e medidas que podem ser anunciadas. A ideia, segundo uma fonte, é encontrar agendas que permitam que os deputados retornem no dia 2 de agosto com discurso de defesa do governo.

O presidente orientou que a equipe econômica busque medidas que ativem a microeconomia. Nesta semana, o presidente conseguiu anunciar uma série de medidas e fez diversos eventos no Palácio do Planalto. Em seus discursos, Temer usou mais de uma vez o bordão: "Enquanto alguns protestam, a caravana passa, e a caravana está passando". Auxiliares afirmam que é com esse mote e reforçando a ideia de que o "Brasil não pode parar" que o presidente vai tentar reunir forças para continuar com o apoio da base.

Os partidos que formam o Centrão - PP, PR, PRB, PSD e PTB - conseguiram dar 100% de seus votos na CCJ contra a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa o presidente de corrupção passiva, mas dificilmente o mesmo cenário se repetirá no plenário da Câmara. Os aliados do governo admitem focos de resistência em suas bancadas para votar a favor, até mesmo no PMDB, mas esperam que a dissidência seja mínima na votação que definirá o futuro de Temer.



Apoio

A oposição reconhece que ainda não tem os 342 votos necessários para aprovar a admissão da denúncia em plenário, mas aposta na ampliação dos dissidentes nos próximos dias. A expectativa é de que as possíveis delações do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do corretor Lúcio Funaro tragam fatos novos e capazes de abalar a base governista. Os oposicionistas esperam também pela pressão das bases eleitorais sobre os parlamentares durante o recesso, que termina no dia 1.º de agosto.

A tramitação da denúncia na Câmara também estremeceu a relação entre Temer e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que até então se comportava como um líder do governo. Nos últimos dias, ministros do Planalto tentaram arrefecer o incômodo elogiando publicamente a postura de Maia para evitar novos atritos. 


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM