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STJ mantém prisão de procurador acusado de repassar informações à JBS

Ângelo Goulart Villela é acusado de repassar informações sobre as apurações em troca de vantagens indevidas

Publicado em 17/07/2017, às 17h46

Ângelo Goulart Villela foi investigado na Operação Patmos, da Polícia Federal / Foto: Luis Macedo/Agência Câmara
Ângelo Goulart Villela foi investigado na Operação Patmos, da Polícia Federal
Foto: Luis Macedo/Agência Câmara
Agência Brasil

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, decidiu nesta segunda-feira (17) manter a prisão preventiva do procurador da República Ângelo Goulart Villela, investigado a partir das delações da JBS sob a acusação de repassar informações sobre as apurações em troca de vantagens indevidas. Os fatos foram investigados na Operação Patmos, da Polícia Federal, deflagrada em maio.

“É deprimente e lamentável o registro de que um procurador da República, que é pago pelos cofres públicos justamente para fiscalizar e buscar o cumprimento das leis, ao que tudo indica, tenha aceitado suborno para ajudar criminosos, atrapalhando uma complexa investigação criminal, auxiliando uma organização criminosa a se esquivar de suas responsabilidades fiscais e criminais e oferecendo seus serviços para fins escusos.”, decidiu a ministra.



No pedido de liberdade feito ao STJ, a defesa de Ângelo Goulart alegou que o procurador deve ser solto porque outros investigados foram beneficiados por habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados também alegaram que o empresário Joesley Batista, dono da JBS e delator nas investigações, disse desconhecer promessa de pagamentos mensais de R$ 50 mil para obter informações do procurador.


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