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Valor do fundo político supera orçamento de seis ministérios

Valor deverá ser destinado aos partidos políticos para as eleições de 2018

Publicado em 12/08/2017, às 11h04

Deputados aprovaram fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas eleitorais / Foto: José Cruz/Agência Brasil
Deputados aprovaram fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas eleitorais
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Os R$ 3,6 bilhões que devem ser destinados ao fundo público eleitoral se a reforma política for aprovada pelo Congresso superam o orçamento anual de um quarto dos ministérios do governo. Levantamento feito pelo Estado mostra que pelo menos sete pastas têm um valor menor ou igual ao fundo.

O valor deverá ser destinado aos partidos políticos para as eleições de 2018. O Ministério do Meio Ambiente conta com um orçamento apenas ligeiramente maior: R$ 3,8 bilhões.

O Ministério do Turismo, por exemplo, possui R$ 343 milhões para custear despesas e realizar investimentos no setor. Já o orçamento do Esporte é de R$ 960 milhões e do Ministério da Transparência, de R$ 986 milhões. Cultura (R$ 2,5 bilhões), Indústria e Comércio Exterior (2,6 bilhões), Advocacia-Geral da União (R$ 3,5 bilhões) e Relações Exteriores (R$ 3,6 bilhões) completam a lista.

Esses valores correspondem ao orçamento das pastas antes do corte adicional de R$ 5,9 bilhões anunciado pelo governo no fim do mês passado.



A proposta de criar o fundo consta no relatório aprovado na quarta-feira passada pela comissão especial que debate a reforma política na Câmara. O texto, que também aprovou a mudança do sistema eleitoral para o chamado "distritão", ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Para valer para 2018, as medidas têm de ser aprovadas nas duas Casas até final de setembro. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa do apoio de 308 deputados e de 49 senadores.

Apesar de polêmico, a criação do fundo é praticamente consenso entre os parlamentares, já que a classe política busca uma maneira de abastecer os caixas das campanhas após a proibição das doações empresariais e as investigações da Operação Lava Jato.

"A questão toda é como você financia a eleição? Infelizmente, a gente não tem alternativa a não ser buscar recursos públicos", disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).


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Comentários

Por Lopes,12/08/2017

O Diabo se diverte muito no Brasil. Que notícia ! Acerto de contas.O DIABO é brasileiro. O Diabo é brasileiro e os políticos brasileiros suas criaturas. A classe política brasileira não passa de um sindicato dos infernos. Habita o Congresso Nacional. Ilumina os políticos brasileiros com suas idéias satânicas . Tem muitos seguidores naquela casa que ajudam a infernizar a vida da população brasileira. NÃO ROUBARÁS é o mandamento predileto que eles violam . Demônios ! Deus tirou férias disso aqui e deu um tempo



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