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Há um ano, Dilma Rousseff sofria impeachment e deixava presidência

Um ano após impeachment, Brasil ainda vive grave crise política e Dilma assumiu papel secundário na política brasileira

Publicado em 31/08/2017, às 00h01

Há um ano, Dilma Rousseff (PT) sofria impeachment e entregava a presidência a Michel Temer (PMDB) / Foto: José Cruz/Agência Brasil
Há um ano, Dilma Rousseff (PT) sofria impeachment e entregava a presidência a Michel Temer (PMDB)
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Da Editoria de Política

Em 31 de agosto de 2016, a primeira mulher eleita para presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), era condenada a perder o mandato pelo Congresso Nacional, abrindo espaço para a posse do presidente Michel Temer (PMDB). A derrocada de Dilma foi o segundo impeachment da República brasileira. O primeiro foi o do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Há um ano, o processo ainda é alvo de controvérsias, com o PT chamando a condenação de "golpe parlamentar", enquanto os adversários ressaltam a má gestão e as "pedaladas fiscais" promovidas pela petista no governo para justificar o crime de responsabilidade.

“Se eu perder, eu estou fora do baralho”, resumiu Dilma Rousseff, em abril do ano passado. Desde que deixou o Palácio da Alvorada, evitando uma simbólica descida de rampa, a petista tem sido uma figura secundária na política nacional. Vez por outra, dá sinais ao PT que pode concorrer a deputada ou senadora, já que teve os direitos políticos preservados pelo impeachment. Os governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fizeram convites formais para que a petista mude o domicílio eleitoral para disputar o Senado.

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A ex-presidente mora em Tristeza, bairro de Porto Alegre, mas costuma viajar para o apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e uma casa que pertence à mãe, em Belo Horizonte. Depois que deixou a presidência, Dilma fez turnê internacional de palestras acusando o impeachment de ser um golpe parlamentar. Também participou de alguns eventos de esquerda no Brasil, incluindo o Congresso Nacional do PT e a visita do antecessor, Lula, à Transposição do Rio São Francisco. Tem se dedicado à leitura e aos netos e promete escrever um livro sobre o impeachment.

De formação brizolista, Dilma foi filiada por 22 anos ao PDT, após ser anistiada como ex-militante da luta armada. Ingressou no PT em 2001, às vésperas da campanha vitoriosa de Lula à presidência. Passou com imagem de gerente pelos ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil, mas nunca foi do núcleo duro que comandava o PT. Isso ajuda a explicar por que ela tem pouca voz na legenda pela qual se elegeu duas vezes para o mais alto cargo da República, ocupando apenas uma função no Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.



CRISE POLÍTICA

Fruto de erros de anos na economia e na política, Dilma já não governava nos últimos dias como presidente e não tinha base parlamentar que lhe fizesse aprovar uma simples matéria no Congresso Nacional. Mesmo assim, sua saída não representou o fim da crise política que se acentuou com a revelação das gravações da JBS, em maio deste ano.

Engolfado na maior operação contra a corrupção de sua história, o Brasil continua a assistir ao Planalto no epicentro da crise. Temer teve que convencer o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fechar os olhos para irregularidades na campanha de 2014, foi formalmente denunciado e segue na mira da Procuradoria-Geral da República, nomeou vários ministros entre os investigados pela Lava Jato. Os principais presidenciáveis e os cabeças do Legislativo também não escaparam da operação. Só nas delações da Odebrecht e da JBS, 571 políticos foram citados.

DESCRENÇA

Soma-se às encrencas na Justiça e à fragilidade do governo, o profundo distanciamento entre os políticos e a sociedade. Pesquisa do Ibope mostra que menos de 20% dos brasileiros confiam no Congresso, nos partidos políticos e no presidente da República. Todos esses números tiveram queda drástica desde a última corrida presidencial, em 2014. Apenas 35% disseram confiar nas eleições. Isso é metade dos 70% que acreditam na Polícia Federal e dos 68% que confiam nas Forças Armadas.

Emparedados pela perspectiva de que fustigar o governo pode fortalecer o projeto eleitoral do PT, mesmo movimentos de rua que ganharam força no impeachment – como o Vem Pra Rua – evitaram fazer manifestações contra um governo igualmente sócio da corrupção.

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Comentários

Por VALDECK FRANCISCO,31/08/2017

O PT e Dilma, não fazem falta em nada para o BRASIL. Agora é pensar em 2018, sem essa corja de CORRUPTOS e ladões.

Por magayver,31/08/2017

ESSE MELIANTE CHAMADO TEMER SÓ ESTA , NO PODER PORQUE O POVO DEIXOU ,AMOLECECEU , ESSE CARA DE PAU ENGANOU TODO MUNDO E ESTA AI COM ESSA CARA DE PEROBA , POVO BRASILEIRO POVO BURRO , ELE ENGANOU TODO MUNDO E JA ESTÃO ACEITANDO ELE , ESSE CARA E O CHEFE DA FACÇÃO CRIMINOSA CHAMADA PMDB , PSDB, PSB , PFFL, E OUTRAS FACÇÕES , O PCC E O PC ENTRE OUTROS , COITADOS PERDERAM PARA OS QUE SE DIZIAM PARTIDOS POLITICOS , MAS NA VERDADE ERAM FACÇÕES EMCUBADAS , DEUS PROTEJA O POVO BRASILEIRO

Por NOBRE,31/08/2017

VOLTA .... VOLTA... MI LI TA RES.... SALVE O PAIS........ DE TODOS pARTIDOS mARGINAIS dESESPEITADORES DO BRASIL (pmdb)

Por NOBRE,31/08/2017

1. REOUBARAM A PRISIDENCIA... SEM CAUSA PARA ENPCHIMENT 2.O PMDB E DE TODO SENADO LIGADO AO "ESE PRESIDENTE." SEQUESTRAM TODA CONQUISTA PARA ENTREGAR PAULATINAMENTE TODA DIVISA DO PAIS JÁ COMQUISTADO... AOS EXTRANGEIROS... 3 ONDEM ESTÁ A FRASE : ORDEM E PROGUESSO? 4. SE DEIXARMOS ... ATENÇÃO A TODOS MILITARES... SE DEIXARMOS!!!!!!!! FICAREMOS SEM PUDOR E MORAL, POIS ATÉ JUIZES DIZEM QUE UM DELINQUENTE SE "MASTURBAR DIANTE DE UMA MULHER EM PLENO ONIBUS E EXACULAR EM CIMA DELA É UM ATO SIMPLES QUE PDEVE VOLTAR PARA AS RUAS SEM IR A PSIQUIATRIA.. O MAIS ESPERAMOS DA MORAL DE UM PAIS QUE ESTÁ ENTREGUE ASSES TIPOS DE "PERSONALIDADES? PRECISAMOS DIZER AOS MILITARES: VOLTEM .... MORALIZE O POUCO QUE AINDA RESTA DESTA NAÇÃO........ POIS TODOS PODERES ESTÃO COMPROMETIDOS...AJUDE-NOS A SALVAR O POUCO QUE RESTA NESTE PAIS.

Por josé lira,31/08/2017

Um ano do golpe apoiado pela mídia tupiniquim pernambucana.



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