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LAVA JATO

Funaro fala de 'pacto de silêncio' com Joesley

O rompimento do compromisso firmado entre os dois, causado pela delação de Joesley, segundo Funaro, resultou na escolha pela colaboração premiada

Publicado em 12/09/2017, às 15h30

Funaro narra que por conta dos pagamentos ficou tranquilo porque acreditava que o empresário estava cumprindo o pacto e iria honrar os compromissos com sua família / Foto: Agência Senado
Funaro narra que por conta dos pagamentos ficou tranquilo porque acreditava que o empresário estava cumprindo o pacto e iria honrar os compromissos com sua família
Foto: Agência Senado
Estadão Conteúdo

O corretor Lúcio Bolonha Funaro citou em seu depoimento ter feito um "pacto de silêncio" com o empresário Joesley Batista do Grupo J&F, dono da JBS. O rompimento do compromisso firmado entre os dois, causado pela delação de Joesley, segundo Funaro, resultou na escolha pela colaboração premiada na qual aponta ilícitos praticados por integrantes do PMDB da Câmara.

Em depoimento do seu acordo juntado ao relatório da Polícia Federal sobre o "quadrilhão" do PMDB da Câmara, Funaro relata que os dois fizeram o pacto quando a Lava Jato começou a mirar nele e no ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba. O acordo, diz ele, previa que Joesley manteria sua família assistida enquanto durasse uma possível prisão.

Operação Catilinárias

De acordo com a PF, a preocupação do acionista da JBS teria aumentado após Funaro ter sido alvo da operação Catilinárias, em 15 de dezembro de 2015. Em reunião realizada três dias após a operação, Joesley teria proposto um contrato de R$ 100 milhões para oficializar as dívidas e dar tranquilidade ao agora delator.



Funaro narra que por conta desses pagamentos ficou tranquilo porque acreditava que o empresário estava cumprindo o pacto e iria honrar os compromissos com sua família. "Não passava pela cabeça do depoente que Joesley pudesse quebrar o pacto e delatar o depoente; Que essa sensação de segurança existia por conta dos pagamentos regulares feitos e por conta dos contatos feitos entre as duas famílias", diz Funaro no depoimento.


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Comentários

Por Marie,13/09/2017

Esses nomes envolvidos no Quadrilhão são antigos desde a época Sarney, na verdade iniciaram a vida em atos ilícitos nessa mesma época, o nome de Michel Temer e Romero Jucá, entre outros está no livro do jornalista Palmério Dória, intitulado Honoráveis bandidos; Um retrato do Brasil na era Sarney. Leiam todos!!!!

Por Mário Tiburcio,12/09/2017

Agora a quadrilha de Brasília está em maus lençóis. Os dois últimos grandes manipuladores do dinheiro da GANGUE do PMDBostas presos, vai ser difícil manter o GOLPISTA no Planalto, já que todos nós já sabíamos que todo dinheiro que esse BANDIDO tenta nos tomar, é para pagar um bando de bandidos escrotos trasvestidos de parlamentar, para impedir que seja investigado. Agora está bem mais claro e ainda tem um bando de otários trouxinhas que não percebem. Pior cego, é o que não quer enxergar. Simples assim.Vergonha mundial.



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