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Votação

Governo busca 56 votos para votar a reforma da Previdência

Para aprovar a reforma na Câmara, o governo precisa de pelo menos 308 votos em cada uma das duas votações no plenário

Publicado em 06/12/2017, às 06h08

Temer disse que o governo não colocará o texto em votação se os partidos da base não garantirem votos suficientes para aprová-lo / Foto: Marcos Corrêa/PR
Temer disse que o governo não colocará o texto em votação se os partidos da base não garantirem votos suficientes para aprová-lo
Foto: Marcos Corrêa/PR
Estadão Conteúdo

O governo calcula que faltam 56 votos para alcançar o mínimo de 308 que são necessários para aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Planalto espera fechar essa conta até o fim desta semana para que a proposta comece a ser discutida pelos deputados já na próxima segunda-feira. O presidente Michel Temer acertou com lideranças governistas e com o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), um esforço na busca pelos votos restantes.

Votos

Para aprovar a reforma na Câmara, o governo precisa de pelo menos 308 votos em cada uma das duas votações no plenário. Governistas dizem, porém, que só querem votar a proposta quando tiverem cerca de 330 votos garantidos. "Hoje temos 252 votos a favor e 140 indecisos", disse ao Estadão/Broadcast Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara e um dos responsáveis por calcular os votos. Nesta terça-feira, 5, Temer disse que o governo não colocará o texto em votação se os partidos da base não garantirem votos suficientes para aprová-lo. "Acho que vai ser agora pelo que estou sentindo. Estou animadíssimo", disse em evento no Itamaraty.

O governo espera conseguir os votos que faltam após partidos da base aliada decidirem por obrigar seus deputados a votarem a favor da reforma. O movimento deve ser puxado por PMDB e PSDB. Ontem, o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP), disse que já há maioria na direção nacional da sigla para fechar questão até o fim da semana. O PMDB deve tomar a decisão hoje.



O fechamento de questão sobre um tema é uma decisão tomada pela maioria da executiva nacional de um partido. Quando isso acontece, parlamentares que votarem de forma diferente ao que determinou a direção da legenda podem ser punidos até mesmo com a expulsão. Na avaliação do relator, o fechamento de questão deve ajudar consideravelmente a conseguir os votos que faltam. Para ele, há "grandes chances" de a matéria ser votada na Câmara ainda este ano.

Segundo Oliveira Maia, a expectativa é começar a votação na terça-feira, dia 12. "Se votarmos o primeiro turno na semana que vem, dá para votar em segundo turno na outra", declarou o relator, que se reuniu ontem com Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter certeza que o governo conseguirá os 308 votos necessários, mas não se comprometeu em pautar a matéria no plenário para a próxima semana. "A gente não vai a voto sem número." O governo também trabalha para convencer os 38 deputados do PSD e os 37 do PR a votarem a favor da reforma. Integrantes do chamado Centrão, esses são os partidos da base que apresentam maior resistência à proposta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Comentários

Por A LEI É PARA TODOS,06/12/2017

Ex-presidente do PSDB não será preso pela demora do TRF4; com Lula julgamento foi em tempo recorde. Andam dizendo que o processo de Lula anda rápido porque ele é idoso e idosos são julgados com maior rapidez pela Justiça, mas o caso do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo mostra que esse argumento é falso como uma nota de três reais. Condenado no mensalão tucano, o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo deve escapar da cadeia porque, apesar de seu processo ter chegado à Justiça em 2005, após 12 anos ele ainda não foi julgado e completará 70 anos em breve. A Justiça deveria ter acelerado seu caso por ser idoso, desculpa usada para a rapidez da Justiça em relação ao ex-presidente Lula, mas, por alguma razão (modo ironia ligado), as penas estarão prescritas caso complete 70 anos, o que ocorrerá em setembro de 2018, antes de as possibilidades de recurso terminarem. Uma decisão, em primeira instância, condenou o político a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato – 13 anos e 4 meses – e lavagem de dinheiro – 7 anos e 6 meses. Em setembro deste ano, a segunda instância confirmou a condenação, mas ele recorreu e o caso parou de novo. A denúncia sustenta que o esquema tucano desviou recursos públicos de estatais mineiras para a campanha eleitoral de Eduardo Azeredo, que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998. A Justiça após 12 anos resolveu condenar Eduardo Azeredo em agosto desse ano, no entanto não o prendeu, ele podendo se beneficiar esse ano com prescrição do seu processo

Por LUIZ HENRIQUE DE SOUZA,06/12/2017

O governo até poderia cogitar fazer uma reforma da previdência,porém, não através de uma propaganda mentirosa e difamatória. Não realizou uma auditoria no setor e propaga que existe um suposto déficit. Não pode levianamente prejudicar os trabalhadores . Esperamos que haja bom senso por parte dos parlamentares pernambucanos nesse terrível momento que vivemos.

Por André,06/12/2017

Presidente golpista, impopular, não tem respaldo para promover tal reforma. Pagou R$ 200 milhões de propaganda para convencer o povo de abrir mão dos seus direitos. Absurdo! As contas precisão ser abertas e as propostas discutidas com a sociedade. Fazem dos Servidores Públicos os algozes com suas mentiras, quando são eles mesmos que afundam o país com suas negociatas com o dinheiro público.



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