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Lava Jato

Futuro da investigação da Lava Jato está em jogo, diz delegado da PF

Considerado o principal delegado da Lava Jato, Márcio Anselmo é contrário à decisão do STF sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade

Publicado em 07/12/2017, às 08h03

Delegado da PF se preocupa com futuro da Lava Jato / Foto: ABr
Delegado da PF se preocupa com futuro da Lava Jato
Foto: ABr
Estadão Conteúdo

O delegado da Polícia Federal (PF) Márcio Anselmo, que iniciou as investigações da Operação Lava Jato em Curitiba, em 2013, afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5508 coloca em jogo a delação e o "futuro da própria investigação criminal".

Considerado o principal delegado da Lava Jato, Anselmo pediu para sair da força-tarefa em Curitiba, em 2016, depois de a Procuradoria exigir que a PF ficasse de fora da delação da Odebrecht - atualmente ele é corregedor no Espírito Santo.

"A colaboração premiada consiste em técnica especial de investigação, principal meio de obtenção de prova contra o crime organizado e importante mecanismo de combate à corrupção", afirmou Anselmo.

O delegado Edivandir Paiva, presidente eleito da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), afirmou que "será um prejuízo absurdo" se a Corte proibir a PF de negociar acordos de delação premiada.



"Segunda porta"

Já o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato em Curitiba, disse que há um risco de que a PF vire uma "segunda porta" onde os "afogados" vão buscar um acordo, depois de terem tentativas frustradas no MPF. 

"Tenho muitas dúvidas, porque vai causar uma insegurança jurídica tão grande que acho que vai afastar os colaboradores. Só vai procurar os acordos quem estiver extremamente desesperado", disse o procurador. 

Carlos Fernando citou o caso do lobista Marcos Valério, que fechou acordo com a PF. "O que Marcos Valério traz é insuficiente para fazer acordo. O que vai acontecer é que as pessoas vão começar a ganhar acordos e perceber que podem começar a contar histórias mal arrumadas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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