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CORRUPÇÃO

Casa Civil do Paraná é alvo de buscas da 48ª fase da Lava Jato

Nessa nova etapa, sete mandatos de prisão e 70 mandados de busca e apreensão, decretados pelo juiz Sérgio Moro, foram cumpridos

Publicado em 22/02/2018, às 08h56

Mandatos de prisão e mandados de busca e apreensão foram decretados pelo juiz federal Sérgio Moro / Foto: Agência Brasil
Mandatos de prisão e mandados de busca e apreensão foram decretados pelo juiz federal Sérgio Moro
Foto: Agência Brasil
Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quinta-feira (22) buscas na Casa Civil do governo do Estado do Paraná. A ação faz parte da 48ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no início do dia. A primeira fase das investigações em 2018 tem como alvo esquema de corrupção de concessionárias de rodovias federais a agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná e da Casa Civil do governo do Estado do Paraná.

São cumpridos sete mandatos de prisão e 50 mandados de busca e apreensão decretados pelo juiz federal Sérgio Moro nessa nova etapa, batizada de Operação Integração. O nome decorre do alvo, a suspeita de corrupção na concessão de rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. A PF cumpre as ordens judiciais em quatro Estados: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Desde as 6h, policiais estão no Palácio Iguaçu, sede do governo Beto Richa (PSDB), para cumprir ordem de buscas em gabinete da Casa Civil. Há também buscas no prédio do DER do Paraná, além do DNIT.



Operadores

A Lava Jato suspeita que as concessionárias de rodovias do Anel da Integração usavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro usado para pagar propinas na Petrobras para corromper agentes públicos do setor de rodovias.

O ponto comum alvo da Operação Integração é o uso de dois operadores de propinas: Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. "Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos", informou a Polícia Federal.

O governo do Estado foi procurado, mas nenhum representante foi localizado até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.


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