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STF

'Simples guarda de valores', diz defesa de Geddel sobre R$ 51 milhões

Segundo a defesa, os valores são fruto de 'investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo' feitos por Geddel e a família

Publicado em 24/03/2018, às 14h36

Polícia Federal encontrou dinheiro no apartamento de um amigo do político / Divulgação/Polícia Federal
Polícia Federal encontrou dinheiro no apartamento de um amigo do político
Divulgação/Polícia Federal
Agência Brasil

A defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a origem dos R$ 51 milhões encontrados, no ano passado, em um apartamento em Salvador, decorre da "simples guarda de valores em espécie".

A justificativa está na resposta enviada ontem (23) à Corte para rebater a denúncia feita em dezembro do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com a defesa, Geddel, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, não podem ser acusados dos crimes porque a denúncia está baseada em uma "verdadeira teia de ilações e suposições".

Segundo a defesa, os valores são fruto de "investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo". "Imputa-se ao peticionário a pretensa prática de supostas (contudo, jamais comprovadas!) condutas: (Simples!) Guarda de valores em espécie em apartamento localizado na cidade do Salvador, alegadamente vinculado a Geddel Quadros Vieira Lima", diz a defesa.



Prisão

Geddel está preso desde 8 de setembro de 2017. A prisão ocorreu três dias depois que a Polícia Federal (PF) encontrou o dinheiro no apartamento de um amigo do político.

Conforme a PF, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

A investigação é relatada no STF pelo ministro Edson Fachin. Não há data para o julgamento sobre o recebimento da denúncia, quando a família Vieira Lima poderá se tornar ré. O inquérito será analisado pela Segunda Turma do tribunal, composta pelos ministros Dias Toffoli, Glmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, além de Fachin.


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Comentários

Por Barbosinha,25/03/2018

SANTO DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A que ponto chegou o cinismo de advogados règiamente remunerados para defender o indefensável. creio que nem na época em que se guardava dinheiro sob o colchão poderia ser encontrada tamanha FORTUNA...

Por Manoel,24/03/2018

Só faltou mostrar as declarações de IR para esclarecer a origem desse dinheiro, bem como dizer se voltou a prática de guardar dinheiro no colchão.



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