Jornal do Commercio
TRF-2

Lobista do MDB, preso em operação da PF, pede habeas corpus

Milton Lyra, foi preso preventivamente durante a Operação Rizoma, acusade de ser lobista do MDB em um bilionário esquema de fraudes

Publicado em 16/04/2018, às 12h05

Lyra se apresentou
Lyra se apresentou "voluntariamente" à PF no Rio após os agentes tentaram cumprir mandado de prisão preventiva em sua casa
Foto: Reprodução/Facebook
Estadão Conteúdo

A defesa do empresário Milton Lyra, preso preventivamente durante a Operação Rizoma, entrou nesta segunda-feira (16) com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Os advogados alegam "ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva" e "falta de contemporaneidade dos fatos" como umas das razões para a soltura.

Lobista

Lyra é apontado pela Polícia Federal como lobista do MDB em um bilionário esquema de fraudes com recursos de fundos de pensão Postalis, dos Correios, e no Serpros. Ele se apresentou "voluntariamente" à PF no Rio após os agentes tentaram cumprir mandado de prisão preventiva em sua casa.

A operação foi deflagrada por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio. O magistrado decretou a prisão de dez investigados e buscas em 21 endereços.

"Em 12 de abril foi surpreendido com um mandado de prisão relacionado a negócio do qual não mais participa há anos e com a pessoa de Artur Machado, com a qual não tem negócios também há anos", dizem os advogados. Eles insistem que fatos indicados nos autos, "verdadeiros ou não", ocorreram há anos, "de forma que não existe qualquer razão para a decretação de medida da gravidade da prisão preventiva".



Eles também questionam a confiabilidade da delação de Alessandro Laber, que na visão deles não conseguiu apresentar nenhum elemento que comprove o que afirmou. "A mera existência e comprovação de um almoço entre o Paciente e o Colaborador não constitui prova da prática de qualquer ilícito", defendem.

Além disso, os advogados sustentam que, embora Lyra tenha negócios com Artur Machado, "o foi em empreendimento que não chegou a ser iniciado, e em outro do qual participou por breve período, tendo sido formalmente encerrado em setembro de 2015".

A defesa defende "a ausência de qualquer fundamento que justifique a prisão preventiva. Há apenas referências genéricas à gravidade dos crimes em tese cometidos", argumenta para pedir a soltura de Lyra. "Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelências, requer-se a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas, forte no art. 282, parágrafo 6º, do Código de Processo Penal", concluem.

O esquema de desvio de verbas de fundos de pensão desbaratado pela Polícia Federal, e que motivou a Operação Rizoma, contou com lobistas do PT e do MDB e gerou pelo menos R$ 20 milhões em propinas, segundo a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Recife em Transformação Recife em Transformação
A cidade e o desafio de traçar o seu futuro
Zika em mil dias Zika em mil dias
Já se passaram quase 2 anos e meio desde que o JC anunciou a explosão de casos de recém-nascidos com microcefalia. Muitas dessas crianças já completaram os seus primeiros mil dias de vida. Famílias e especialistas revelam o que aconteceu nesse período
Logística e inovação Logística e inovação
Você sabe o que é logística? Ela parece invisível, mas está presente no nosso dia a dia, encurtando distâncias. Quando compramos uma maçã no supermercado, muitas vezes não nos damos conta do caminho que percorreu até chegar a nossas mãos

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM