Jornal do Commercio
IMPEACHMENT NEGADO

Câmara do Rio rejeita impeachment de Crivella por 29 votos a 16

Base de vereadores conseguiu evitar o impeachment contra o prefeito

Publicado em 12/07/2018, às 18h03

O processo foi rejeitado e vai para o arquivo / Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP
O processo foi rejeitado e vai para o arquivo
Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP
Estadão Conteúdo

Por 29 a 16 votos a base de Marcelo Crivella (PRB) conseguiu evitar no fim da tarde desta quinta-feira, 12, a abertura do processo de impeachment contra o prefeito. A oposição precisava dos votos da maioria simples do quórum dos vereadores presentes (metade mais um) para a abertura do processo. O número final já era esperado, já que 17 vereadores assinaram o requerimento que permitiu a interrupção do recesso parlamentar para a votação. O vereador Professor Adalmir, do PSDB, no entanto, mudou de opinião e votou contra a abertura do processo.

A votação foi tensa do lado de fora e de dentro da Câmara. A todo momento, manifestantes das galerias pró e contra Crivella trocavam acusações. O duelo verbal prejudicou as falas dos vereadores, e seguranças precisaram intervir diversas vezes para diminuir os ânimos.

Um dos momentos de tensão foi protagonizado pelos vereadores David Miranda (PSOL) e Otoni de Paula (PSC), que é da base de Crivella. Ao terminar sua fala, Otoni se dirigiu ao grupo contrário a Crivella que na galeria estava fazendo gestos insultuosos em sua direção. David então pediu a palavra e chamou Otoni de hipócrita.

Em resposta, o parlamentar do PSC fez uma dança ironizando David, que entendeu o gesto como homofóbico e afirmou que processará Otoni. Aos repórteres no final da sessão, Otoni disse que Davi deu um "piti gay" assim como ele também deu um "piti hétero". Afirmou também que seu gesto não foi homofóbico.



Outro momento tenso foi quando a vereadora Rosa Fernandes, do MDB, discursou para justificar seu voto a favor da abertura do processo. Sob gritos de "traidora", vindos da plateia a favor de Crivella, Rosa falou que recebeu uma ameaça por telefone relacionada ao seu voto na sessão.

"Estou dizendo isso porque não vou ser mais uma Marielle, nem vou abrir mão das minhas convicções. Alguém irresponsável usou o telefone para fazer esse tipo de coisa", disse. Três vereadores faltaram à sessão: Chiquinho Brazão (MDB), Verônica Costa (MDB) e Carlos Bolsonaro (PSC).

A assessoria de Bolsonaro afirmou que o vereador faltou porque está em uma viagem em Santa Catarina. O presidente da Câmara, Jorge Felippe (MDB), não votou, de acordo com o regimento interno da Casa, assim como o vereador Átila Nunes (MDB), por ter sido autor de um dos pedidos de abertura do processo.


Palavras-chave

Recomendados para você


Comentários

Por grilo,13/07/2018

O perigo da evangelizacao do pais!! ninguem quer perder voto dos fieis alienados! Muito etico esses vereadores e vereadoras ... todos vermes!! um prefeito desse nao tem condicoes de estar a frente do RJ! Vergonha!!



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Vidas Compartilhadas Vidas Compartilhadas
O JC apresenta o mundo da doação e dos transplantes de órgãos pelas vozes de pessoas que ensinam, mesmo diante das adversidades, a recomeçar a vida quantas vezes for preciso.
JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO
Pitú, Vitarela (macarrão) e Honda (motos) foram as três marcas mais lembradas pelo público pernambucano, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Harrop em parceria com o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC)
JC no Mundial JC no Mundial
Em meio a um cenário conturbado na política internacional, a Rússia espera ser o grande centro das atenções neste mês de junho, quando irá sediar pela primeira vez em sua história uma Copa do Mundo de futebol. Aqui você confire tudo sobre o Mundial.

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM