Em nota divulgada neste sábado (4), por meio da Secretaria de Imprensa, o Palácio do Campo das Princesas rechaça a matéria publicada pela revista Época, sobre uma condenação administrativa do governador Eduardo Campos (PSB) no antigo caso dos precatórios. O governo lembra que no julgamento do inquérito nº 1.690-PE, em 2003 - decisão transitada em julgado -, o STF “inocentou de maneira inequívoca, definitiva e irrecorrível o ex-governador Miguel Arraes e o atual governador Eduardo Campos de qualquer irregularidade na emissão de títulos públicos calcados em precatórios judiciais”.
O texto ressalta que a revista tenta dar "ares de escândalo" ao assunto e que o caso “está protegido pela coisa julgada administrativa e judicial”, mas também vencido pela “ausência de qualquer questionamento remanescente”, uma vez que “foi amplamente discutido nas eleições de 2006 e sequer constou da pauta eleitoral de 2010”. Segundo o governo, “o Senado julgou regular a operação, a Justiça estadual também absolveu a todos, o Tribunal de Contas aprovou as contas do governo Arraes referentes a tais emissões de títulos e a Assembléia também aprovou a prestação de contas respectiva, obviamente por reconhecer que a operação não causou prejuízos”. Abaixo, a íntegra da nota:
"Publicação desta semana da Revista Época tenta dar ares de escândalo a matéria julgada, por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É como se uma instância administrativa pudesse revisar decisão da mais alta corte de Justiça da nação.
Sobre o mesmo assunto pronunciaram-se o Senado Federal, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa de Pernambuco e todos esses órgãos, todos, decidiram pela absoluta regularidade da emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios judiciais, e, em consequência, inocentando todos os injustamente imputados, inclusive o atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Em respeito à sociedade pernambucana e à opinião pública em geral e com o propósito de restabelecer a verdade tão flagrantemente vilipendiada, esclarecemos:
O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento (inquérito nº 1.690 PE), em 2003, em decisão transitada em julgado, inocentou de maneira inequívoca, definitiva e irrecorrível o falecido ex-Governador Miguel Arraes e o atual Governador Eduardo Campos de qualquer irregularidade na emissão de títulos públicos calcados em precatórios judiciais.
O Senado Federal julgou regular a dita operação.
A Justiça pernambucana também absolveu a todos os responsáveis pela operação.
O Tribunal de Contas de Pernambuco, do mesmo modo, aprovou as contas do Governo Arraes referentes a tais emissões de títulos públicos.
A Assembléia Legislativa acompanhou a decisão do Tribunal de Contas e também aprovou a prestação de contas respectiva, obviamente por reconhecer, como expressamente foi reconhecido nas variadas instâncias, que a operação não causou prejuízos aos cofres públicos.
Assim, o caso não só está protegido pela coisa julgada administrativa e judicial, como inteiramente vencido pela ausência de qualquer questionamento remanescente, já que o assunto foi amplamente discutido nas eleições de 2006 e sequer constou da pauta eleitoral de 2010, uma vez que resolvido pelo veredicto manifestado pelo poder Judiciário, pelo Legislativo estadual e federal, pelo Tribunal de Contas do Estado e pela ausência de qualquer procedimento do Ministério Público sobre a questão.
Assunto vencido pelos fatos.
Quanto à tramitação no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), de procedimento administrativo instaurado pelo Banco Central do Brasil, para fins de apuração das supostas responsabilidades já apreciadas e julgadas nos diferentes fóruns acima mencionados, é importante dizer o seguinte:
1. O Banco Central do Brasil, em primeira instância, decidiu pelo arquivamento do processo administrativo, considerando a ocorrência da prescrição.
2. Tendo havido recurso de ofício, o CRSFN decidiu, apenas pelo voto de desempate do seu Presidente, em 15 de dezembro de 2009, pela responsabilidade de integrantes da administração do Bandepe, aplicando-lhes pena de inabilitação para o exercício de cargos diretivos em instituições financeiras.
3. Essa decisão passou dois anos para ser publicada.
4. Essa decisão, com o devido respeito, além de contrariar frontalmente o posicionamento de todas as outras instâncias administrativas e judiciais, não é definitiva, encontrando-se pendente recurso administrativo interposto por alguns dos ex-administradores do Bandepe, inclusive o Governador Eduardo Campos.
5. Em tal recurso se expõe o claro conflito verificado entre a decisão administrativa e o acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Inquérito nº 1.690 PE, bem com em relação a todas as outras decisões favoráveis à operação de emissão dos títulos, onde os ex-administradores foram excluídos de responsabilidades, por não terem sido encontradas quaisquer irregularidades na operação financeira em foco.
Além do mais, ficou comprovado que não houve prejuízo para o Bandepe nem para o Estado de Pernambuco, tendo o governo seguinte, eleito pela oposição, mantido e honrado os contratos decorrentes das referidas operações, obviamente por entendê-las legítimas e plenamente regulares.
Não temos dúvidas de que os argumentos são fortes em favor da extinção também desse último procedimento em curso no BACEN, uma vez que o sistema jurídico brasileiro, por uno e harmônico, não conviveria com tamanho paradoxo e, sem dúvida, inaceitável injustiça.
Recife, 04 de fevereiro de 2012
Secretaria de Imprensa
Governo de Pernambuco"
Comentários
Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Pernambuco. Nós, seus eleitores, bem sabemos da sua projeção em âmbito nacional, fruto do trabalho de transformação dos paradigmas econômicos, sociais, políticos e de gestão em nosso estado, o que inclusive, tem sido reconhecido e servido de referência para outros governadores. Nós também temos a consciência de que o PSB, sob sua liderança, vem se destacando e conquistando espaços na política nacional, o que, convenhamos, por tratar-se de um governador nordestino, provoca a imediata reação na imprensa do centro sul. O preconceito contra o nosso povo os leva a uma tentativa desesperada de promover a desinformação, visando desqualificá-lo e estigmatizá-lo para colocá-lo no lugar comum de tantos políticos profissionais desse país. Saiba vossa excelência, que não foi por acaso que o elegemos com o maior percentual de votos do país e nem se trata de obra do acaso a maior aprovação popular dentre todos os outros governadores. Conte com nossa solidariedade!
Isso é armação do PT, para desestabilizar a excelente administração do nosso Governador. CUIDADO GOVERNADOR, a corja do PT é capaz de tudo para continuar no poder.
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