A direção nacional do PDT rejeitou, agora a pouco, o pedido do deputado federal Paulo Rubem Santiago de anulação da convenção municipal do partido, que na semana passada decidiu rejeitar a sua candidatura a prefeito do Recife. O parlamentar alegou que teria havido fraude nos resultados, com a votação tendo ocorrido após o horário formal. Com a decisão da nacional, os pedetistas recifenses passam a integrar oficialmente o palanque da Frente Popular, em apoio à candidatura do ex-secretário Geraldo Júlio (PSB).
Ao receber o anúncio da sua retirada, Paulo Rubem reagiu com dureza. Em nota à imprensa, o deputado o presidente estadual do PDT, prefeito José Queiroz (Caruaru), de pressionar a cúpula nacional sob o argumento de que teria dado “sua palavra” ao governador Eduardo Campos (PSB) de que o partido apoiaria o candidato socialista. O ex-candidato afirmou que quem perde com o processo é o PDT, e acusou o presidente nacional, Carlos Lupi, de agir segundo “laços de amizade” e não por uma escolha política. “Ofereci ao partido minha disposição de luta. Lupi se rendeu a uma chantagem e não a uma tese política. Escolheu o lado do papel subalterno para o PDT, do amordaçamento da voz do partido nessas eleições em Recife”, criticou, arrematando com uma menção ao falecido fundador do PDT, Leonel Brizola. “Se vivo fosse, ele morreria de vergonha”.
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