É consenso que as eleições são imprevisíveis, e muitos candidatos considerados favoritos já amargaram grandes derrotas. Diante desse terreno desconhecido, entretanto, manter uma grande estrutura política é fundamental. Dentro desse contexto, os prefeitos das cidades com os maiores colégios eleitorais de Pernambuco depois do Recife – Elias Gomes (PSDB), em Jaboatão dos Guararapes, e Renildo Calheiros (PCdoB), em Olinda –, ambos concorrendo à reeleição, estão em uma situação bastante confortável em relação aos seus adversários.
Sustentando a fama de grandes articuladores políticos, os dois candidatos formam verdadeiros superpalanques. O tucano Elias reúne em torno de sua candidatura o apoio de 14 partidos, mesmo número que o governador Eduardo Campos (PSB) agregou para Geraldo Julio (PSB) no Recife. Renildo, por sua vez, não só manteve a Frente Popular unida em Olinda como também uniu 21 partidos, entre eles o PT e o PSB, superando as divergências entre os partidos na capital, que em muito momentos refletiram na cidade vizinha. Enquanto isso, seus dois adversários, Izabel Urquiza (PMDB) e Armando Sérgio (DEM), apresentam palanques mínimos: ela, com 3 partidos, e ele com o DEM isolado.
No caso de Elias, apesar de ele ter sete adversários na disputa de Jaboatão, apenas dois formam coligação: o Pastor Cleiton Collins (PSC), com uma frente de cinco partidos, e Paulo Bartolomeu (PRB), apoiado apenas pelo PT.
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