Candidato de oposição à Prefeitura de Rio Branco, o tucano Tião Bocalom sabe bem o que destacar em seu discurso. Disposto a suceder o bem avaliado petista Raimundo Angelim, a aposta do PSDB para a capital do Acre deve adotar a crítica com cautela, visando evitar que a população que aprova o atual gestor se volte contra ele. Mais que isso: ele está procurando identificar onde a atual gestão falhou e mostrar que tem como resolver essas falhas. Estratégia semelhante à do correligionário deve utilizar o professor universitário Wambert Di Lorenzo, postulante tucano à Prefeitura de Porto Alegre, que tem como gestor o bem avaliado José Fortunati (PDT). A semelhança de estratégia, em que pese a distância de 4.196 quilômetros que separa as duas cidades, não é à toa. Faz parte das sugestões dadas pelo Manual do Candidato, disponibilizado pelo PSDB para download em seu site oficial (www.psdb.org.br).
No manual, tal qual uma receita de bolo, o PSDB orienta como seus mais de 3 mil candidatos a prefeito em todo o País devem agir, de acordo com sua condição em relação à atual gestão – se situação ou oposição – e à popularidade do atual gestor – se ele é bem ou mal avaliado (confira a arte). Os exemplos de Rio Branco e Porto Alegre se encaixam na mesma situação: o partido lança candidatos de oposição contra prefeitos bem avaliados. O guia do candidato dá três dicas sobre como devem agir nessas situações: 1 – “Critique com cautela; não faça com que a população se volte contra você.” 2 – “Descubra qual o campo em que o prefeito deixou falhas e faça disso uma bandeira de campanha.” 3 – “Mostre que você tem como resolver o problema que ainda atinge os cidadãos.”
São situações distintas, por exemplo, às que ocorrem no Recife e em São Paulo – onde os candidatos tucanos (Daniel Coelho e José Serra, respectivamente) também são oposição, mas os atuais prefeitos (João da Costa-PT e Gilberto Kassab-PSD) são mal-avaliados. Nesses casos, as dicas do manual tucano mudam: 1 – “Traga exemplos concretos – números, fotos, reportagens, etc. – das falhas do gestor.” 2 – “Diga à população que uma mudança na administração é essencial para o bem-estar de todos.” 3 – “Mostre a sua capacidade de reverter os problemas”.
Leia a matéria completa na edição deste domingo do JC
Colunas JC
Morre outra vítima de soro contaminado
Sport larga com derrota, a 5ª seguida
Ney Matogrosso traz Atento aos sinais, espetáculo com proposta dançante
Governo publicará MP para desonerar passagem de ônibus
Ciclista que perdeu braço em atropelamento receberá implante biônico
Grand Siena ganha série especial caprichada
Torreão é opção para famílias Especiais JC