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Pesquisa IPMN/JC: Armando larga com 39%; Paulo Câmara tem 13%

Na primeira pesquisa da IPMN/JC, o pré-candidato do PTB sai na frente do socialista Paulo Câmara e de Michele Collins

Publicado em 12/04/2014, às 12h00

Do JC Online

A três meses do início da eleição para governador do Estado, o pré-candidato pelo PTB, senador Armando Monteiro, figura na dianteira da largada eleitoral, com 39% das intenções de votos, segundo a primeira de uma série de dez pesquisas feita pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau, em parceria com o JC. O recém-lançado candidato ao Palácio do Campo das Princesas, Paulo Câmara (PSB), afilhado político do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos, vem em segundo lugar com 13% das intenções de voto. Na terceira colocação está a pré-candidatura da vereadora e missionária Michele Collins (PP), com 3%. Quase metade dos entrevistados (45%) disseram votar branco/nulo/indecisos, não souberam ou não responderam.

Infográfico

pesquisa governo

Pelos números da pesquisa, o debate eleitoral ainda não contagiou boa parte da população: 56% afirmaram estar pouco interessados e indiferentes. Um dos coordenadores da pesquisa, o economista Maurício Romão, frisa que isso deixa um universo de votos considerável a ser disputado. “Demonstra que tem espaço daí para frente a ser ocupado. Os dois candidatos têm o desafio de crescer em cima desse conjunto, que está bastante elevado”, frisa. O cientista político, Adriano Oliveira, também coordenador da pesquisa, prevê uma eleição bastante acirrada. 

Com a pré-candidatura posta na rua desde setembro do ano passado, o senador Armando Monteiro, segundo Romão, goza de algumas vantagens em cima do adversário socialista: é um político conhecido, tem uma aliança feita com o PT de cabos eleitorais fortes, como o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, tem forte inserção no interior. “Armando sai na frente, não é uma surpresa porque a postulação dele já vem sendo tocada há mais tempo, tem desenvoltura no interior do Estado e o recall da eleição passada, que sempre deixa uma margem de conhecimento”, pondera o coordenador.

Por outro lado, para Paulo Câmara, um pré-candidato ainda pouco conhecido da população – 54% disseram que nunca ouviram falar dele enquanto apenas 18% disseram o mesmo de Armando –, largar com 13% é uma surpresa. “Tenho alguns anos de experiência em pesquisa e, para mim, esse patamar é uma surpresa, um dos maiores que vi para iniciante que não tem histórico na política eleitoral. Mas, claro, são as circunstâncias de agora dão força a essa candidatura”, avalia Romão. No recorte por regiões do Estado, o neófito Câmara figura com 25% das intenções de voto no Recife, enquanto o já experiente Armando tem apenas 17 pontos percentuais a mais (37%). 

Um dos elementos, cita o pesquisador, é a boa aprovação do ex-governador Eduardo Campos. Quando a pergunta expõe os “padrinhos políticos”, o cenário muda pouco, mas demonstra a força política dos cabos eleitorais. Atrelado ao nome do líder socialista, o pré-candidato Paulo Câmara sobe um ponto percentual, figurando com 14% das intenções de voto. Ainda na frente, Armando fica com 37% das intenções, quando é mencionado o apoio de Lula e Dilma ao seu nome. 

Quando a consulta é feita sem que seja apresentado ao eleitor a lista dos candidatos, a chamada pesquisa espontânea, Armando Monteiro é o preferido de 21% dos entrevistados. Pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos também foi lembrado por 9%, na frente de Câmara, que tem 8%. Candidata à reeleição, até a presidente Dilma foi citada: 2% disseram que votariam nela para o governo do Estado. 

Nenhum dos pré-candidatos tiveram índices significativos de rejeição. Apenas 19% dos entrevistados disseram “ter medo” de que Michele Collins venha a ser governadora, seguida de Paulo Câmara (11%) e Armando Monteiro (10%). Quando perguntados sobre qual dos políticos mais confia, admira, deposita esperança e “está mais preparado”, Armando também ficou na frente, num percentual que varia de 37% a 41%. Já o percentual de Câmara, oscilou menos, de 11% a 12%.




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