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Marina Silva arrasta multidão em Casa Amarela

Caminhada é o primeiro ato de campanha da presidenciável, que é acompanhada pelo vice Beto Albuquerque e pelo candidato ao Governo de Pernambuco Paulo Câmara

Publicado em 23/08/2014, às 11h59

Militantes seguem Marina Silva pelo bairro de Casa Amarela / Foto: Guga Matos / JC Imagem

Militantes seguem Marina Silva pelo bairro de Casa Amarela

Foto: Guga Matos / JC Imagem

Do JC Online

Atualizada às 15h30

Encabeçando a chapa presidencial Unidos pelo Brasil, Marina Silva (PSB) estreou nas ruas na manhã deste sábado (23) com uma caminhada pelas ruas do bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Foram quase três horas de sobe e desce nos morros de Casa Amarela, onde Marina chegou acompanhada do seu vice, Beto Albuquerque (PSB), do candidato ao Governo do Estado Paulo Câmara (PSB), do prefeito Geraldo Julio (PSB) e do governador João Lyra Neto (PSB). Ao final, a candidata fez o tempo todo referência ao antigo companhaio de chapa, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto. "Vamos sair da opção, vamos ir para o campo da escolha! Eduardo dizia que nós temos que ter escolha", vibrou, referindo-se à quebra da polarização PSDB/PT. 

"Se a Dilma ganhar, ela vai achar porque o partido dela é muito grande, porque negociou com os partidos, ministério de lá e de cá, conseguiu muito tempo de televisão, vai achar que é porque se juntou com aqueles que no passado criticava. O Aecio é a mesma coisa", continuou.  

Isolada por um cordão de segurança humano, Marina manteve-se distante dos moradores que aguardavam ela passar. A radiologista Ellen Carla Amorim até tentou ver, mas ficou frustrada. "Ela passa e nem conseguimos ver. Não pode ser assim, tem que falar com as pessoas", lamentou. Com muita gente e protegida pelo cordão, era comum as pessoas comentarem entre si: "É Marina mesmo?". Na metade da caminhada, Marina começou a parar em algumas casas e cumprimentar as pessoas. Uma delas foi a auxiliar de enfermagem Maria Auxiliadora dos Santos, 50 anos. "Ela viu a gente chamando, apontei minha mãe, que queria falar com ela e então veio. Ela eleitora de Eduardo e agora estou firme com Marina", disse.


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No contrafluxo da rua Alto Santa Isabel, a multidão que acompanhava os candidatos deixaram ônibus e carros presos no meio do caminho. Marina desembarcou no Recife na manhã deste sábado (23). A candidata saiu do aeroporto direto para o bairro de Casa Amarela. Após o primeiro ato, ela almoça na casa de Paulo Câmara, grava uma fala para o guia eleitoral e termina o dia num grande ato de lançamento da chapa presidencial no Clube Internacional, Zona Oeste da capital, a partir das 17h. 

JUSTIÇA - Em coletiva de imprensa após o ato, Marina Silva foi questionada sobre a invetsigação que a Polícia Federal está fazendo para apurar os reais donos da aeronave que matou o ex-governador. Quem tomou a palavara, no entanto, foi o seu vice, Beto Albuquerque, que insinuou que as investigações estariam nebulosas em relação aos motivos que levaram ao acidente.

"Eu vou falar sobre a pergunta do avião, iniciando por aquilo que é mais importante. Queremos saber e ainda não foi explicado: como esse avião caiu e matou os nossos líderes. Como caiu? Por que caiu? Queremos justiça nesse caso! Sobre quem comprou quem vendeu, isso não é problema nosso, não é problema do eduardo, é problema dos proprietários da aeronave. Sobre a relação do avião que nós usávamos, a direcao partidária já está apurando as informações. Nós queremos saber como um avião desses caiu e como a caixa preta não tinha nada!", bradou Beto.  




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