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reforma política

Maioria da bancada de PE aprova fim da reeleição, financiamento empresarial de campanha e distritão

Dos 25 deputados de Pernambuco, apenas cinco apoiaram a continuidade da reeleição no País

Publicado em 28/05/2015, às 02h00

Câmara aprovou fim da reeleição para o Executivo nessa quarta-feira (27) / Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

Câmara aprovou fim da reeleição para o Executivo nessa quarta-feira (27)

Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

Paulo Veras

A bancada pernambucana na Câmara Federal votou majoritariamente favorável ao fim da reeleição para cargos Executivos no País. Dos 25 parlamentares de Pernambuco, 20 apoiaram o fim de um segundo mandato seguido para prefeitos, governadores e presidente. A lista inclui os três deputados do PSDB, partido que introduziu o mecanismo no Brasil em 1997.

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Dos pernambucanos, apenas quatro deputados votaram contra o fim da reeleição: Raul Jungmann (PPS), Pastor Eurico (PSB), Augusto Coutinho (SD) e Mendonça Filho (DEM), que foi o autor da emenda que permitia o segundo o mandato.

No início da votação da reforma política, na terça, a bancada de Pernambuco também votou majoritariamente a favor da adoção do distritão, sistema eleitoral onde os candidatos a cargos Legislativos mais votados são eleitos, tema que foi derrotado, e a favor do financiamento empresarial das campanhas só a partidos políticos ­ não a candidatos.

A permissão para que empresas doem para partidos durante a campanha amealhou o apoio de 16 parlamentares pernambucanos, como o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real (PTB). Outros oito ficaram contra a proposta que proíbe o financiamento direto a políticos, o que é permitido hoje. Uma emenda que mantinha o financiamento do candidato também teve o apoio da maioria dos pernambucanos, mas foi rejeitada pelo plenário.

Por outro lado, o financiamento exclusivamente público foi rejeitado pela bancada estadual. Apenas cinco nomes apoiaram a ideia: Cadoca (PCdoB), Luciana Santos (PCdoB), Wolney Queiroz (PDT), Raul Jungmann (PPS) e Tadeu Alencar (PSB).

O distritão, que era defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), teve o apoio de 13 dos 25 deputados pernambucanos, inclusive políticos mais ligados aos jovens, como Luciana Santos e Daniel Coelho (PSDB). O formato, que só é adotado em três países do mundo, sendo um deles o Afeganistão, uniu parlamentares de sete partidos,  incluindo PSB e PTB, que atuam em lados opostos no Estado.

Em 2014, só um dos parlamentares eleitos em Pernambuco não estava na lista dos mais votados: o deputado Kaio Maniçoba (PHS), que também votou pelo distritão. Se o modelo tivesse sido adotado no ano passado, Mozart Sales (PT) estaria ocupando a vaga de Maniçoba no Congresso.

Segundo o deputado do PHS, o distritão era a opção "menos pior" para integrantes de partidos pequenos, como é o caso dele, já que temas como o voto em lista e o fim das coligações proporcionais também estavam sendo debatidos na reforma. "Quem está de longe, pode achar que é um suicídio. Mas tinham outras coisas que estavam sendo apresentadas que seriam muito piores", admite Maniçoba.

Da bancada de Pernambuco, apenas o deputado Eduardo da Fonte (PP) esteve ausente nas votações dos quatro temas.




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