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Balanço

'Administração Paulo é continuidade da de Eduardo', pregam governistas

Socialistas destacam que projeto iniciado em 2007 tem extensão com Paulo Câmara

Publicado em 27/06/2015, às 13h06

Paulo se cercou de pessoas que trabalharam no governo Eduardo para dar início a seu governo / Aluisio Moreira/SEI

Paulo se cercou de pessoas que trabalharam no governo Eduardo para dar início a seu governo

Aluisio Moreira/SEI

Franco Benites

A alusão à crise econômica nos seis primeiros meses do governo Paulo Câmara (PSB) deverá se repetir no segundo semestre deste ano. Entre os governistas, não há expectativas de que o cenário melhore e isso tem ficado claro nos discursos de secretários estaduais e deputados da base aliada. Outro mantra repetido pelos apoiadores de Paulo é de que a a atual gestão é uma extensão da administração Eduardo Campos. “É um governo de continuidade a um projeto que começou há oito anos e mudou o rumo da história de Pernambuco”, defende o líder do governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges (PSB).

O deputado estadual ainda diz que, mesmo em um cenário econômico adverso, diferente do que Eduardo Campos vivenciou, Paulo tem conseguido seguir à risca os ensinamentos do padrinho político. “O governador tem enfrentado a crise mesmo sem ter responsabilidade sobre ela. A gente não fica chorando as mazelas de Brasília e está pagando o funcionalismo em dia graças a uma política responsável praticada por Eduardo”, atesta

Para o professor de Comunicação e Política da Universidade Católica de Pernambuco, Juliano Domingues, não se pode desprezar os traços de continuidade do governo Paulo. Ele cita o modelo de gestão como a característica mais marcante da herança administrativa deixada por Eduardo, que chegou ao comando de Pernambuco em 2007 e saiu em 2014 para disputar a presidência da República. “Esse viés da administração pública baseada em definição de metas, estratégias e monitoramento de resultados foi desenhado, implementado e aperfeiçoado por Eduardo. Paulo mantém a mesma lógica e esse parece ser o maior legado da gestão anterior”, define.

Porém, quando se fala em continuidade, é preciso lembrar que o atual governador também herdou problemas da era Eduardo, como a precária situação do sistema prisional. Antes de completar um mês de gestão, por exemplo, Paulo enfrentou rebeliões nos principais presídios do Estado. De acordo com Waldemar Borges, esses assuntos não são ignorados. “A gente não nega e não se exime. Eventualmente, enfrentamos dificuldades em algumas áreas, mas quase tudo é positivo”, avalia.




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