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Crise

Betinho Gomes defende renovação no PSDB

Deputado federal quer eleições no diretório nacional do partido

Publicado em 18/05/2017, às 22h39

Betinho Gomes (PSDB) defende renovação no comando do partido depois do afastamento de Aécio Neves / Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Betinho Gomes (PSDB) defende renovação no comando do partido depois do afastamento de Aécio Neves
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Editoria de Política

A saída do senador Aécio Neves do comando do PSDB, concretizada no meio da tarde desta quinta-feira (18/5) na forma de licenciamento, foi defendida durante todo o dia por pernambucanos membros do partido. Mas para o deputado federal Betinho Gomes, é preciso ir mais além, renovar o quanto antes a direção nacional da legenda.

“O senador Tasso Jereissati (CE) está assumindo provisoriamente. Há prazo de 30 dias para chamar nova eleição”, lembrou. Respeitados os prazos do estatuto do partido, Betinho acredita que será importante a renovação do comando. “O PSDB precisa entender que está vivendo uma crise profunda, de credibilidade, de confiança, nesse momento está precisando se reposicionar”.
O tucano, particularmente, considera que seria importante deixar também o governo Temer. “O fato de o presidente da República receber um empresário que relata vários crimes, é muito grave. Ele (Michel Temer) tinha a obrigação de conter aquela conversa de alguma maneira”, disse, referindo-se ao encontro do presidente com um dos donos da JBS, Joesley Batista.
Na manhã desta quinta, a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados defendeu a saída dos ministros tucanos. Mais tarde, o novo comando do partido divulgou nota, informando que “mantendo sua responsabilidade com o País, que enfrenta uma crise econômica sem precedentes, o PSDB pediu aos seus quatro ministros que permaneçam em seus respectivos cargos, enquanto o partido, assim como o Brasil, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS”. Um dos ministros é o pernambucano Bruno Araújo, das Cidades, que se manteve em silêncio durante o dia.



Para João Lyra não há motivo para o PSDB permanecer no governo se denúncias contra Temer forem verdadeiras

O presidente interino do diretório municipal no Recife, José Durval Filho, protocolou representação contra Aécio no Conselho de Ética do partido. Para o ex-governador de Pernambuco João Lyra Neto, que no ano passado migrou do PSB para o ninho tucano, as denúncias contra Aécio prejudicam o partido. Segundo ele, se as denúncias contra Temer forem verdadeiras, também não há razão para o PSDB permanecer no governo.Se o episódio atual vai trazer consequências nas eleições estaduais de 2018, Lyra acredita que não é oportuno falar sobre o assunto. “Antes não podíamos e principalmente agora não há possibilidade de comentar qualquer assunto de 2018. Temos que enfrentar a crise, voltar à estabilidade política”, justifica. Bruno Araújo é cotado com um pré-candidato a governador de Pernambuco.
Para Lyra, é preciso “punir todos os culpados independentemente de partidos e obedecer a Constituição”. Na hora em que se faz uma emenda, cabem outras que podem comprometer a democracia, disse sobre a proposta de antecipar eleições diretas.
Outro ex-governador hoje filiado ao PSDB, Joaquim Francisco considerou correta a saída de Aécio Neves da liderança. “Uma oportunidade para Aécio se defender sem estar na presidência do partido”. Para ele, “as denúncias são graves”, tanto as que envolvem o senador mineiro como as que dizem respeito ao presidente da República, Michel Temer (PMDB). “Entendo que a solução deve ser por via constitucional. Há um clima de instabilidade no País, uma economia fragilizada, não é um processo simples convocar uma eleição geral nesse cenário”, observou.
Para Betinho, a via constitucional também é a solução, assim como buscar a união nacional em torno de uma estabilidade política e econômica. Segundo ele, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 227/2016) do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que prevê eleições diretas em caso de vacância da presidência da República, tem um longo caminho de tramitação, na Câmara e Senado. Mas se houver um consenso em relação a isso ou à convocação de eleições gerais, ele também estaria disposto a abrir mão do mandato.

 


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