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ninho socialista

Paulo Câmara diz que não é momento de tirar filhos de FBC do PSB

Governador afima que é o assunto deverá ser discutido mais para a frente pelo partido

Publicado em 13/09/2017, às 17h23

Governador evita embate com grupo do senador FBC e diz que não é hora de discutir expulsão dos que ficaram no PSB / Foto: Luiz Fabiano/Divulgação
Governador evita embate com grupo do senador FBC e diz que não é hora de discutir expulsão dos que ficaram no PSB
Foto: Luiz Fabiano/Divulgação
Da Editoria de Política

Com informações da repórter Marcela Balbino

O governador Paulo Câmara (PSB) afirmou, na tarde desta quarta-feira (13), que não é o momento de falar em expulsão do partido o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Ambos são filhos do senador Fernando Bezerra Coelho, recém-ingresso no PMDB e pivô de um embate com a sigla. Integrantes da bancada do partido, que fazem oposição ao governo de Michel Temer (PMDB), têm cobrado a saída dos dois irmãos Coelho do partido. Mas o ministro reiterou em entrevistas recentes que vai esperar a janela partidária para migrar rumo ao PMDB.

"Isso é uma discussão que o partido vai ter mais para a frente. Não estamos com pressa para isso. Tem a oportunidade com esse processo que se iniciou agora, com a saída do senador Fernando, de se discutir isso dentro do partido com muita serenidade, num processo transparente, como o partido sabe fazer. E isso vai acontecer, essa discussão, e a Executiva Nacional vai deliberar sobre os rumos em relação a isso", disse Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, após a solenidade de lançamento do voo Recife-Madri, no Palácio do Campo das Princesas.

Questionado se o PSB errou ao manter Fernando Filho na legenda logo após o seu ingresso no ministério, sem a aprovação da Executiva nacional, mas com o respaldo da bancada, Paulo Câmara afirmou que esse assunto é coisa do passado e que chegou a hora de "olhar para o futuro".

"Não cabe mais avaliar isso, tem que avaliar o futuro. O futuro que o PSB tem muita preocupação da forma que o Brasil hoje está vivendo, uma crise que não passa, muita denúncia, muita necessidade de apuração", disse.



O governador também preferiu não comentar o assédio de Fernando Bezerra aos prefeitos. No final de agosto, cerca de 50 gestores estiveram em um ato com o palanque de oposição, em Caruaru. E voltou a repetir o mantra de que 2018 só será discutido em 2018.

"Eu tenho um trabalho a fazer como governador. Quero ter o apoio de pessoas que confiam no nosso trabalho. É assim que a gente trabalha na nossa base. Com base na confiança, no trabalho, num Pernambuco melhor", declarou.

SOLIDARIEDADE

Paulo Câmara também prestou solidariedade ao vice-governador Raul Henry e ao deputado federal Jarbas Vasconcelos, sobre o processo da chegada de Fernando Bezerra ao PMDB e a possível dissolução do diretório estadual.

"Quero dizer da nossa solidariedade com todos que fazem o PMDB de Pernambuco, seja com Raul Henry,

seja Jarbas Vasconcelos, mas todas as outras pessoas que contribuíram para que o PMDB de Pernambuco fosse essa referência nacional de um partido sério, com pessoas comprometidas com Pernambuco. E a gente sempre que puder vai ressaltar o trabalho de Jarbas, o trabalho de Raul, todos que fazem o PMDB de Pernambuco", acrescentou o governador.


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