Jornal do Commercio
partido

Operação Torrentes é a sexta investigação sobre ações do PSB em Pernambuco

De 2015 para cá, foram deflagradas as operações Fair Play, Turbulência, Vórtex, Catilinárias e Politeia

Publicado em 10/11/2017, às 06h07

Operações foram deflagradas durante o período do governo de Paulo Câmara / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Operações foram deflagradas durante o período do governo de Paulo Câmara
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Mariana Araújo e Paulo Veras

Um saque no valor de R$ 2 milhões a dois dias antes da eleição de 2014 feito da conta da empresa JFW, investigada na Operação Torrentes, é um dos focos da investigação da Polícia Federal. Segundo a PF, o saque foi feito por uma pessoa identificada como Everton Soares da Silva. O rastreamento foi realizado através do celular do suspeito, que usou o telefone a 200 metros da casa do coronel Roberto Gomes de Melo Filho, preso temporariamente ontem. Após o contato, o coronel Roberto se deslocou para a sede do PSB no Recife. A localização também foi feita por meio do rastreamento. O saque foi um dos motivos que levou o coronel Mário Cavalcanti Albuquerque, ex-chefe da Casa Militar e ex-interventor de Gravatá, a prestar depoimento através de condução coercitiva.

De acordo com a Polícia Federal, em 2014, o coronel Mário atuou no comitê financeiro do PSB. Na entrevista coletiva realizada ontem, a PF afirmou que ainda não é possível afirmar se a pessoa que sacou os R$ 2 milhões esteve na casa do coronel Roberto ou ainda se os dois oficiais da PM se encontraram na sede do PSB.

A Torrentes é mais uma operação da Polícia Federal que investiga ações do PSB no Estado. Deflagrada em agosto de 2015, a Operação Fair Play apontou superfaturamento na construção da Arena de Pernambuco. A construção do estádio foi uma das marcas da gestão de Eduardo Campos para que o Recife recebesse jogos da Copa do Mundo de 2014. De lá para cá, o contrato com a Odebrecht, que liderava o consórcio que construiu a Arena e administrava o empreendimento, foi rompido. O Estado, então, adquiriu uma dívida de R$ 246 milhões, que deveria ser paga em 15 anos. Em julho deste ano, o TCE-PE expediu uma medida cautelar e determinou a suspensão do pagamento das parcelas. No mês passado, o TCE acatou parcialmente o pedido da empreiteira para que os pagamentos fossem retomados.

TURBULÊNCIA

Em junho de 2016, a Operação Turbulência investigou desvios de recursos de obras públicas que podem ter irrigado as campanhas do PSB de 2010, quando o ex-governador Eduardo Campos foi reeleito, e a de 2014, quando ele se candidatou à presidência da República. A Turbulência foi, talvez, a operação que mais repercutiu politicamente. Além de citar diretamente Eduardo Campos, quatro empresários foram presos e um quinto investigado - Paulo César Morato - foi encontrado morto em um motel de Olinda. Na época, foram detidos os empresários João Carlos Lyra Mello Filho, Eduardo Freire, Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal. Eles foram soltos, por meio de um habeas corpus emitido pelo STF, em setembro de 2016. Em novembro do ano passado, o processo foi arquivado pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) após a defesa dos empresários alegar que não havia evidências que comprovassem lavagem de dinheiro e o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia apenas pelo crime de organização criminosa.



Em janeiro deste ano, a Operação Vórtex, um desdobramento da Turbulência, investigou uma empresa que teria repassado recursos para a compra do avião usado na campanha à presidência pelo ex-governador Eduardo Campos. A aeronave é a mesma do acidente que causou a morte do socialista, de assessores e de pilotos.

A Operação Catilinárias, em dezembro de 2015, investigou o ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes. Na época, a PF também realizou buscas no escritório do senador Fernando Bezerra Coelho, que ainda pertencia ao PSB. Um dos alvos de mandados de busca de apreensão foi a fazenda Esperança, que está no espólio de Eduardo.

No mês de julho de 2015, Fernando Bezerra Coelho e Aldo Guedes já tinham sido alvo da Operação Politeia, que cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas do senador, do empresário a ainda do deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Na época, a PF buscava informações no âmbito da Operação Lava Jato.


Recomendados para você


Comentários

Por imposto alto retorno zero ,10/11/2017

Esse modelo de politica corrupta esta nas entranhas de nossa elite brasileira, que banca os políticos que muitos vem da própria família, e outros que são instruídos para se tornar políticos e depois se a cria bancar o esperto eles denunciam e manda prender e coloca toda culpa no indicado. Todos estados brasileiro funciona assim, e eles agem de forma tão primaria exatamente por saber que são donos do poder e miguem prendem, e se prender são os testa de ferro, que no futuro eles soltam. Agora essas porcarias de autoridade quando pega um pequeno delito de um trabalhador, eles parte para cima chamam o camarada de ladrão e mete porrada. UM POVO SOFRIDO QUE PERDERAM AS SUAS CASAS, PEGANDO COMIDA NA LAMA E O QUE ELES FAZEM: ROUBAR ! ROUBAR! ROUBAR! AGORA VAI TENTAR SER ESPERTO COMO ELES, QUE DIZEM VAI TRABALHAR VAGABUNDO E ESTUDAR.

Por Edna Nunes,10/11/2017

Corja de corruptos, ladrões que aproveitam do momento de dor de uma população para se beneficiar! Pernambucanos, lembrem destes nomes quando forem votar para não deixar que estes larápios fiquem no poder!

Por Reflita,10/11/2017

E ainda tem gente que acha que a solução para o Brasil são os militares!!!

Por G S DS,10/11/2017

FUZILAMENTO É POUCO, PARA ESSA QUADRILHA DE MILITARES QUE ROUBARAM POBRES,HUMILDES COM FOME E SEDE, SEM NENHUM TETO POR CONTA DO FLAGELO DAS ENCHENTES !!



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM