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Investigação

Operação Torrentes: Justiça nega prorrogação de prisões

Com esse resultado, os coronéis Fábio de Alcântara Rosendo, secretário-executivo de Defesa Civil e Roberto Gomes de Melo Filho, coordenador administrativo da Casa Militar em 2010, devem ser liberados nesta terça (14)

Publicado em 14/11/2017, às 08h00

A operação Torrentes apura supostas fraudes em contratos de assistência às vítimas das enchentes que castigaram a Mata Sul do Estado nos anos de 2010 e 2017 / Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
A operação Torrentes apura supostas fraudes em contratos de assistência às vítimas das enchentes que castigaram a Mata Sul do Estado nos anos de 2010 e 2017
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
JC Online
Com informações da repórter Amanda Miranda

Nessa segunda-feira (13), o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para prorrogação das prisões temporárias feitas no âmbito da operação Torrentes, deflagrada na última quinta (9), foi negado pela juíza Carolina Souza Malta, da 36ª Vara Federal.

A investigação apura supostas fraudes em contratos de assistência às vítimas das enchentes que castigaram a Mata Sul do Estado nos anos de 2010 e 2017. O foco da Polícia Federal (PF) é a Secretaria da Casa Militar.

Liberações

Com esse resultado, os coronéis Fábio de Alcântara Rosendo, secretário-executivo de Defesa Civil e Roberto Gomes de Melo Filho, coordenador administrativo da Casa Militar em 2010, devem ser liberados nesta terça (14). Atual gerente geral de Esportes e Lazer no Governo Paulo Câmara, Melo Filho teve o sigilo telefônico quebrado, o que fez a PF construir um elo com o PSB.

Depoimentos ainda serão ouvidos nesta terça, de acordo com a juíza, que ainda solicitou o envio de ofício à 13ª Vara Federal pedindo o compartilhamento das provas da Operação Mata Norte. A investigação mira as mesmas empresas que a Torrentes e averigua a ocorrência ou não de fraudes na compra de merenda escolar, na cidade de Lagoa do Carro.

A prisão domiciliar do tenente-coronel Laurinaldo Félix do Nascimento, que estava com uma tornozeleira eletrônica, também chega ao fim.



Já o coronel Waldemir José Vaconcelos de Araújo, secretário-executivo de Defesa Civil em 2010, recebeu o habeas corpus desde o sábado (11).

Grupos

A juíza detalhou a existência de três núcleos envolvidos no esquema. Um militar e dois de empresas, sendo o maior formado pelos grupos FJW, RADAR e DTI. Ligados a estas empresas, Antônio Trajano da Rocha Neto, Heverton Soares da Silva, João Henrique dos Santos, Ricardo Henrique Reis dos Santos e Taciana Santos Costa devem ser liberados do Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel) e da Colônia Penal do Recife.

Por ser o último a se apresentar, apenas na sexta-feira (10), Ítalo Henrique da Silva só deve sair do Cotel nessa quarta (15). Preso por duas semanas entre setembro e outubro, o dono da FJW, Ricardo José de Padilha Carício voltou ao Cotel, mas deve ser liberado nesta terça. A prorrogação da prisão temporária da esposa dele, Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha, também foi indeferida. Ainda nesta terça, Roseane Santos de Andrade e Antônio Manoel de Andrade, integrantes do suposto núcleo da T&R-Megabag, também devem sair das unidades prisionais.

Novo secretário de Defesa Civil

O Governo de Pernambuco nomeou um novo secretário-executivo de Defesa Civil para a Casa Militar. O tenente-coronel Luiz Augusto de Oliveira França substitui Fábio Alcântara Rosendo – um dos presos na operação da Polícia Federal. A nomeação foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).


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Comentários

Por josé Mario C. das Neves,14/11/2017

Coronel da polícia que deveriam dar exemplo de honestidade estão envolvidos em desvios de dinheiro público que serviria para diminuir o sofrimento das pessoas da mata sul do estado. isso é vergonhoso. uma justiça que é cega somente para os ricos e poderosos. deveriam depois dessa abrir os presídios do estado para todos aqueles que furtaram ou roubaram coisas insignificantes como galinhas ou celulares, se fizermos uma analogia com a quantis vultosa que esses meliantes do governo desviaram, roubaram, os encarcerados pobres nada fizeram, isso é uma vergonha para a justiça pernambucana e brasileira. quem rouba muito tá solto, quem rouba pouco tá solto. o que vc acha de uma justiça dessa. eu acho que essa Magistrada Federal foi forçada por alguém superior a ela, só pode ter sido isso. liberar os meliantes que desviaram essa quantia vultosa, só pode ser brincadeira de criança, enquanto que os paupérrimos estão presos. que justiça safada é essa.

Por Jose Mario C. das Neves,14/11/2017

nesse pais da injustiça, quem furta ou rouba coisas insignificantes como galinhas e celulares ficam ou estão presos. Todavia, quem rouba ou desvia quantias vultosas são ou estão soltos. isso é uma inversão de valores. e um incentivo para quem está acostumado a desviar verbas para socorrer os mais pobres. Deveria a justiça prorrogar a prisão temporária ou decretar a prisão preventiva de todos, principalmente dos coronéis.

Por EDWIN,14/11/2017

Maravilha este país chamado Brasil.roubaram ,ganharam muita grana, compraram carros importados, fizeram mansões.farra do dinheiro público pagaram advogados e foram soltos.se fosse um pobre já estava no cotel.justiça no Brasil só para pobres e miseráveis.



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