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Torrentes

Quarta denúncia da Operação Torrentes envolve desvio de R$ 2,6 mi

MPF aponta suposta irregularidade na compra de colchões para vítimas de enchentes na Mata Sul em 2017 na Operação Prontidão

Publicado em 27/03/2018, às 11h16

Antes desta denúncia, outras três já haviam sido oferecidas à Justiça no âmbito da Torrentes / Foto: Luiz Pessoa / JC Imagem
Antes desta denúncia, outras três já haviam sido oferecidas à Justiça no âmbito da Torrentes
Foto: Luiz Pessoa / JC Imagem
Editoria de Política

Um coronel da Polícia Militar, um capitão do Corpo de Bombeiros e três empresários foram acusados de peculato pelo Ministério Público Federal (MPF), na quarta denúncia da Operação Torrentes. O órgão aponta suposta irregularidade na compra de colchões para vítimas da enchente na Mata Sul de Pernambuco em 2017. Para o procurador João Paulo Holanda Albuquerque, houve desvios de R$ 2.639.214,60 no contrato investigado, assinado pelo governo estadual através da Operação Prontidão, que recebeu repasses da União.

Albuquerque afirma à Justiça Federal – na denúncia encaminhada na última sexta-feira (23) – que os colchões entregues tinham qualidade inferior aos que foram comprados. Foram solicitados 26 mil com a densidade mínima 23, mas, do total, 2.015 tinham essa especificação, segundo o MPF. Os outros, de acordo com a investigação, foram 2.100 D-20, além de 24.052 considerados “imprestáveis” pelo procurador por terem densidade menor do que essa.

O valor pago à empresa pelos produtos, que na nota fiscal aparecem com as características contratadas, foi de R$ 2.925.000, além de R$ 731.250 em aditivo. O repasse foi assinado pelo então secretário-executivo de Defesa Civil, o coronel Fábio de Alcântara Rosendo. Ainda na cúpula da Secretaria da Casa Militar, o oficial da Polícia Militar chegou a ser preso, em novembro do ano passado, quando a Operação Torrentes foi deflagrada, mas está em liberdade. Quatro meses depois, foi um dos alvos desta denúncia do MPF na ação.

O outro militar acusado de peculato foi o capitão do Corpo de Bombeiros Flávio Henrique de Andrade Figueiredo, fiscal do contrato. Para o procurador que fez a denúncia, Figueiredo sabia que os colchões entregues não tinham a qualidade prevista no pedido e correspondente ao valor pago. O Palácio do Campo das Princesas não quis comentar a denúncia. 



Outros acusados

Os outros três acusados são Roseane dos Santos de Andrade, o marido dela, Tarcísio Romão de Oliveira, e Antônio Manoel de Andrade Júnior. Os três, de acordo com o MPF, são os verdadeiros administradores da empresa contratada pela Casa Militar para o fornecimento de colchões, a T&R Comércio de Artigos de Confecção.

O procurador afirma na denúncia que a empresa fazia parte do mesmo grupo econômico que a A.M Junior Comércio de Artigos de Couro, contratada dias antes pelo governo. Segundo o documento, uma das guias de entrega tinha a A.M Junior como origem da mercadoria, embora a T&R fosse a fornecedora oficial. O JC não conseguiu localizar a empresa. 

Antes desta denúncia, outras três já haviam sido oferecidas à Justiça no âmbito da Torrentes. As duas primeiras miraram outros oficiais da PM que integravam a cúpula da Casa Militar também por contratos para atender as vítimas das enchentes que também atingiram a Mata Sul em 2010. O último dos empresários acusados ficou preso até o dia 9 deste mês.


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Comentários

Por LYRA,27/03/2018

Esses oficiais são justamente parte daqueles que chegam as patentes que estão por fazerem parte de quadrilhas comandadas por políticos ou prestam serviços a esses, serviços que vão de seguranças particulares até os serviços de pistolagem, ou seja, não acredito que esses desvios tenham sido arquitetados por esses oficiais idiotas mas por gente da politica como o próprio meliante governador, prefeitos, vereadores e deputados.



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