Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter determinado, em 2011, restrições em relação ao uso da sibutramina e ter proibido a comercialização de inibidores de apetite à base de anfetamina, as pessoas que precisam de tratamento medicamentoso para combater o sobrepeso e a obesidade ficaram praticamente órfãs.
É nesse contexto que entra em discussão um novo sistema de emagrecimento que tem como foco não só o balão intragástrico (dispositivo de silicone flexível), mas também um tratamento conduzido por médicos de várias especialidades, nutricionistas, psicólogos e demais experts da área de saúde.
Batizado de orbera, o método da farmacêutica Allergan já foi aprovado pela Anvisa para pessoas com índice de massa corpórea (IMC) acima de 27. Esse sistema de emagrecimento será um dos destaques do EndoRecife, evento de endocrinologia que começa nesta quinta-feira e vai até o sábado, no Summerville Beach Resort, em Ipojuca (Litoral Sul de Pernambuco). Intervenção não cirúrgica, o orbera oferece a possibilidade de perda de aproximadamente 15% do peso, desde que indicado de forma adequada.
"Os pacientes passam por avaliação criteriosa antes do procedimento e recebem orientações. Após as primeiras semanas com o balão, cada pessoa é acompanhada de forma individualizada por vários profissionais”, diz o cirurgião Josemberg Campos, preceptor do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE). Ao lado do endoscopista Manoel Galvão e do endocrinologista Fadlo Fraige Filho, ele apresentará detalhes do sistema orbera.
“O dispositivo é inserido na endoscopia, em ambiente hospitalar ou clínico, sob sedação controlada por anestesiologista. Em seguida, o balão é preenchido com líquido. O procedimento dura cerca de 20 minutos”, frisa Josemberg, que avisa sobre os efeitos colaterais. “Algumas pessoas podem ter náuseas e vômito durante os primeiros dias com o balão. São sinais bem controlados com as medicações prescritas.”
Sobre complicações que podem aparecer após a inserção do dispositivo, Josemberg garante que os riscos são pequenos. “Quem passa por uma boa avaliação antes da colocação do balão raramente desenvolve algum problema. Para ter essa segurança, é importante respeitar o tempo máximo de uso do dispositivo, de seis meses.”
Dentro do estômago, o balão proporciona sensação de saciedade pelo volume ocupado e pela localização em que é posicionado. Diferentemente da cirurgia bariátrica, a intervenção não prejudica a absorção dos nutrientes pelo organismo. Se o nível de obesidade do paciente for elevado, é possível inserir um novo dispositivo no intervalo de um mês, após a retirada do primeiro.
* Saiba mais na edição impressa da revista Arrecifes deste último domingo (24/6).
Fotos do dia
Colunas JC
Ranking do dia
Últimas notícias
Governador anuncia redução na tarifa de ônibus e o Anel A vai custar R$ 2,15
Mário Balotelli é esperança de gols da Itália diante do Japão nesta quarta-feira
Isabel Allende exorciza seus amores em novo livro
Dilma anunciará 20.º pacote de medidas de estímulo à economia de seu governo
Problemas na Arena provocam tensão
Como antecipado pelo JC, Campus Partydo Recife acontecerá de 17 a 21 de julho
Prius, o inimigo dos postos de gasolina
Torreão é opção para famílias Especiais JC
O Mercado em alta