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Persona

Gilú Amaral é olindense da Gema

Leia o persona com o band leader da Orquestra Contemporânea de Olinda

Publicado em 10/09/2012, às 12h13

Manuella Antunes

Apesar de ter apenas 28 primaveras, o percussionista e band leader da Orquestra Contemporânea de Olinda, Gilú Amaral, é um veterano no que faz. Olindense da gema, aprendeu a tocar nas ruas da Cidade Alta, com os mestres de maracatu, e nos terreiros de candomblé. Apaixonado pelo lugar onde nasceu e pela música, Gilú – que acaba de lançar na Mostra Internacional de Música de Olinda (Mimo) o novo CD da Orquestra – conversou com a reportagem.

JC – Como você descobriu a música?
GILÚ AMARAL –Como olindense nato, minha principal referência sempre foi a cidade. Olinda é muito plural, respira cultura. Descobri a música na década de 90. Tinha 8 anos. Minha escola foi a rua, os maracatus. Frequentei a casa de Mestre Salustiano, toquei com ele, passei pelo Maracatu do Camaleão, agremiação que já revelou muita gente. De lá pra cá, fui aprimorando.

JC – Nesses 20 anos, o que a música já lhe deu?
GILÚ – Olha, já viajei muito por causa da música. França, Portugal, Alemanha, Suíça, Bélgica, Itália, África e Estados Unidos. Isso me deu uma bagagem importante. É a chance de o músico ver como funcionam os grandes festivais. Digo que é como uma pós-graduação.

JC – Qual a viagem mais especial?
GILÚ – Todas tiveram seus momentos e sua delicadeza. Mas viajar com a Orquestra Contemporânea de Olinda para tocar no Lincon Center, em Nova Iorque, foi muito bom. Queria tocar lá, mas sempre esbarrava num mercado muito fechado. Finalmente, conseguimos quebrar a barreira.

JC –Como é sua vida em Olinda?
GILÚ – Moro na área rural, no Sítio União. Gosto de lá, é bem arborizado e dá para manter o contato com a natureza. Sempre circulo com o meu cachorro e o do vizinho, que é como uma agregado da minha casa.

JC –E na Cidade Alta? O que frequenta?
GILÚ – Gosto muito do Esquina do Pereira. É um bar onde vão muitos músicos. Tô sempre lá. Mas indicaria também outros locais, como a macaxeira de Noca, a Bodega do Veio, o Xinxim da Baiana e o Maison do Bonfim.

JC –Você cozinha?
GILÚ –Gosto de cozinhar. Faço uma boa peixada pernambucana. É meu carro-chefe.

JC –E os filhos? Quando chegarão?
GILÚ –Esse é um projeto para daqui a um tempo. Acho que a partir dos 30 quero ter uns dois ou três filhos. Mas agora a música ainda é uma batalha constante na minha vida e eu prefiro me estruturar mais.

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