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É tempo de radiola sem ficha e novos formatos musicais no Recife

Empresa local desenvolveu um aplicativo de radiola de ficha digital. Central já adotou a novidade com 400 álbuns

Publicado em 18/05/2014, às 00h01

Thiago e Rodrigo, criadores do aplicativo Radiola Digital / Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

Thiago e Rodrigo, criadores do aplicativo Radiola Digital

Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

Valentine Herold
vherold@jc.com.br

Olha ela aí, toda colorida, luminosa e redondinha. E escuta o som que sai de seus auto-falantes disfarçados em engraçadas grades prateadas. Parece até um brinquedo, mas a radiola de ficha é quase a atração principal do playground de gente grande nos bares, casas de shows e, cada vez mais, festas particulares – perde provavelmente apenas para o líquido dourado precioso e um tanto amargo que sai das grandes garrafas de vidro. Se até a década passada era associada a bares de periferia, a radiola de ficha conseguiu quebrar preconceitos e tornar-se unanimidade no quesito diversão e liberdade de escolha musical. 


A jukebox, essa danada, não consegue ficar parada no tempo e acaba de revelar a seu fiel público sua mais nova transformação: a digital. Os sócios da empresa de tecnologia Inhalt, Rodrigo Vasconcelos e Thiago Porto, lançaram na última semana o aplicativo Radiola Digital. Funciona seguindo o mesmo princípio do seu agora mais velho (mas nunca obsoleto) formato. O cliente baixa o aplicativo e escolhe, dentro da seleção musical definida pelo estabelecimento, a música que deseja.

A ideia de criar o Radiola Digital veio – assim como toda grande ideia, segundo Rodrigo – de uma necessidade. Há cerca de dois anos e meio, Thiago estava em um restaurante e bastante angustiado com o DVD que estava sendo reproduzido no local. “São sempre aqueles mesmos registros. A gente teve então a ideia de um aplicativo que permitisse ao cliente escolher o que queria ouvir”, conta.

Um que já adotou a ideia (além do Burburinho; Fiteiro, do Bairro do Recife; e da Academia Corpore Sano) foi o Bar Central. Os clientes podem, a partir da compra de uma ficha de R$ 2, que dá direito a duas músicas. A relação entre o Central e a radiola, inclusive, não data exclusivamente desta era digital. Desde que abriu o estabelecimento, há quase 11 anos, André Rosemberg optou por adquirir o aparelho. “Minha referência na época era a Soparia (antigo bar de Roger de Renor e palco de shows de estreia da Chico Science e Nação Zumbi e outras bandas locais), onde tinha uma radiola de ficha”, relembra. 

A falecida Wurlitzer, que substituiu a radiola de segunda mão pouco tempo depois, repousa hoje em dia – tadinha!– inutilizada e suspensa na parede da parte interna do Central. É que a falecida quebrou há seis meses e a empresa alemã deixou de produzi-la. “A música, assim como a cozinha, é a alma do estabelecimento. É ela que define minha clientela.”

Mesmo sem poder exercer sua função verdadeira, a jukebox do Central já foi pivô de muitas história de paixão e amor. Com a simples desculpa do famoso “vem que eu te mostro como funciona, é só colocar a fichinha dentro”, o rapaz ultrapassava as barreiras da timidez ou do medo de levar um fora. E com a direta resposta “posso escolher essa aqui, de Reginaldo?”, a moça mostrava estar também na mesma vibe e pedia um brega com letras bastante significativas.

Não se preocupem, caro rapaz tímido e cara moça segura de si, suas chances de paquerar no bar com trilha sonora não acabaram, só mudaram de formato. “A próxima etapa da Radiola Digital é incluir a opção de dedicar as músicas. A pessoa receberia um aviso na home do aplicativo pedindo a autorização para a execução da música escolhida por outra pessoa para ela”, explica Rodrigo. “Outra novidade que está a caminho, nessa segunda versão, é a inclusão de clipes no set list. Deve sair em uns 90 dias.”

Leia a matéria na íntegra na edição deste domingo do JC Mais, no Jornal do Commercio




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